
MARANHÃO, 04 de setembro de 2026 — O Ministério Público do Maranhão participou, nesta quinta (3), da Operação Contramão, que investiga um esquema de fraude no pagamento do IPVA. No estado, equipes cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em São Luís e Imperatriz. A ação ocorreu também em outros estados.
A operação foi deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais e coordenada pelo Gaeciber e pela 11ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte. No Maranhão, participaram o Gaeco e a Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência, com apoio das polícias Civil e Militar.
Ao todo, a operação cumpriu 14 mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão em quatro estados. O objetivo é desarticular uma organização criminosa suspeita de usar fraudes eletrônicas para desviar valores pagos por contribuintes durante a quitação do imposto sobre veículos.
Segundo as investigações, o grupo criava páginas falsas parecidas com os portais oficiais do Governo de Minas Gerais. Assim, contribuintes que buscavam pagar o IPVA eram direcionados para canais fraudulentos. As vítimas faziam o pagamento acreditando que o dinheiro seria destinado ao imposto, mas os valores acabavam desviados.
Até agora, os investigadores identificaram 2.435 vítimas. O prejuízo estimado chega a R$ 1.746.312,44. Além disso, há indícios de que o esquema funcione desde 2024 e volte a ser usado principalmente nos períodos de vencimento do IPVA, quando aumenta a procura pelos canais de pagamento.
A investigação aponta que os criminosos aproveitavam a semelhança das páginas falsas com os sites oficiais para enganar os contribuintes. Por isso, o Ministério Público orienta que os pagamentos de impostos sejam feitos apenas em páginas oficiais do governo ou por canais bancários autorizados.
O MPMA também recomenda atenção antes da confirmação de pagamentos por Pix. O contribuinte deve verificar o nome do beneficiário e conferir se os dados correspondem ao órgão responsável pelo tributo. A checagem pode evitar que o dinheiro seja enviado para contas usadas no esquema investigado.
Quem já realizou pagamento por meio de uma página fraudulenta deve registrar uma ocorrência policial. Além disso, deve comunicar imediatamente o banco utilizado na transação. A orientação busca permitir que as instituições adotem as medidas cabíveis diante da suspeita de fraude.







