
SÃO LUÍS, 05 de fevereiro de 2026 – Uma audiência de conciliação ocorre nesta quinta (5), às 9h, no TRT da 16ª Região, em São Luís, para tentar encerrar a greve dos rodoviários.
No sétimo dia de paralisação, as linhas do sistema urbano não operam. Apenas o semiurbano voltou a circular. Além disso, os terminais seguem fechados, o que altera o embarque e o desembarque de passageiros.
Com os terminais de integração inativos, os ônibus semiurbanos atendem usuários nas áreas externas. Dessa forma, muitos passageiros pagam mais de uma tarifa para completar o trajeto. A situação provoca atrasos e aumenta custos diários. Portanto, a rotina de quem depende do transporte público permanece afetada em diversos bairros da capital.
O Ministério Público do Trabalho ingressou com dissídio coletivo contra o Sindicato dos Rodoviários e o Sindicato das Empresas de Transporte. No pedido, o órgão solicita reajuste provisório de 6% nos salários e no vale-alimentação. Assim, busca encerrar a greve por decisão judicial e restabelecer o serviço integral.
Além disso, o MPT requereu que a Justiça analise não apenas a legalidade do movimento, mas também salários e benefícios. O documento aponta descumprimento de decisões anteriores, que exigiam circulação mínima de 80% da frota. Por isso, propôs multa diária de R$ 100 mil e possibilidade de apoio policial.
O processo também registra acordo apenas no sistema semiurbano, enquanto o urbano permanece totalmente parado. O órgão atribui o impasse financeiro à falta de subsídios municipais. Ademais, critica a ausência da Prefeitura nas negociações. Segundo o MPT, essa omissão contribui diretamente para a continuidade da greve.
Na última audiência, realizada terça (3), representantes das empresas, trabalhadores e poder público decidiram encerrar a paralisação no semiurbano, que atende Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar.
Contudo, houve interrupção momentânea na quarta (4). Parte da categoria contestou o reajuste de 5,5% e retomou a greve, antes de normalizar as viagens.







