
BRASÍLIA, 17 de setembro de 2026 — O Conselho Federal da OAB e as 27 seccionais divulgaram nota conjunta após uma sessão do STF sobre o caso Banco Master. A reação ocorreu porque Flávio Dino afirmou que “não existe venda de sentença sem um advogado comprando”. A entidade disse que a fala criou suspeita indevida sobre toda a advocacia.
Para a OAB, desvios de conduta devem ser investigados e punidos de forma individual. A entidade afirmou que a maioria dos advogados atua com ética e responsabilidade. Além disso, destacou que não se pode responsabilizar toda uma categoria por atos atribuídos a profissionais específicos.
A Ordem informou que possui Código de Ética e Disciplina e que abre procedimentos quando há indícios de infração. Segundo a entidade, as apurações garantem contraditório e ampla defesa. As punições previstas no Estatuto da Advocacia podem chegar à exclusão do profissional.
A OAB afirmou ainda que não aceita a “criminalização da advocacia” e cobrou respeito aos profissionais da área. A entidade defendeu investigação rigorosa de possíveis ilícitos no sistema de Justiça, independentemente do cargo ou da função de quem esteja envolvido.
A reação se soma a críticas de associações de magistrados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Essas entidades também contestaram generalizações feitas por Dino, especialmente após o ministro dizer que o país vive o “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário”.







