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Ministros do STF votam para liberar parte dos penduricalhos

Andre Reis
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STF penduricalhos
Quatro ministros do STF votam para liberar pagamentos acumulados por juízes antes da restrição de março. Decisão ainda precisa de maioria no plenário.

BRASÍLIA, 27 de junho de 2026  Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) apresentaram um voto, nesta sexta (26), que muda a decisão anterior da Corte sobre os penduricalhos do Judiciário. Eles propõem liberar o pagamento de verbas indenizatórias que juízes e membros do Ministério Público acumularam antes da restrição aprovada em março.

O placar começou em 4 a 0 a favor da proposta.

Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes assinaram o voto conjunto. O julgamento ocorre no plenário virtual e analisa mais de 20 recursos de associações de magistrados e integrantes do MP contra as novas regras. Por isso, a Corte ainda precisa formar maioria para que a mudança valha.

Em março, o STF limitou os penduricalhos para reduzir os supersalários no Judiciário. Na ocasião, fixou que o total das verbas indenizatórias não poderia passar de 35% do subsídio de um magistrado ou membro do MP. Agora, os quatro ministros defendem uma exceção para benefícios adquiridos antes daquela restrição.

Essa medida alcança verbas como férias acumuladas, licenças-prêmio e plantões judiciais. Mesmo assim, os pagamentos continuarão sujeitos ao limite de 35% do subsídio.

Além disso, o voto determina que o corregedor nacional de Justiça terá 30 dias para apresentar uma lista das verbas e gratificações pagas antes da decisão do STF que já tiveram a legalidade reconhecida. Depois, o plenário analisará essa relação.

Os ministros também defenderam a implantação imediata da Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira. Esse benefício dá um adicional à remuneração com base no tempo de serviço. Tribunais e Ministérios Públicos poderão regulamentar provisoriamente essa contagem até que os conselhos nacionais editem uma norma conjunta.

O voto ainda autoriza o recebimento simultâneo da nova parcela com vantagens pessoais anteriores a 2006, desde que não haja dupla contagem do mesmo período.

O voto mantém a proibição de classificar como indenizatórios benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-creche. O julgamento fica aberto até terça (30). Para a proposta entrar em vigor, pelo menos seis dos 11 ministros precisam acompanhar o voto conjunto.

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