
BRASÍLIA, 14 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu o senador Flávio Bolsonaro de visitar o pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias. A decisão saiu na segunda (13). Moraes entendeu que a leitura de uma carta do ex-presidente durante uma live poderia quebrar as regras da prisão domiciliar. Ele também viu risco de propaganda eleitoral antecipada.
Colegas de Moraes no STF, porém, criticaram a medida. Um ministro, em conversa reservada, afirmou que Flávio não é candidato. Ele é apenas pré-candidato. Jair Bolsonaro, além disso, está inelegível. Portanto, para esse juiz, não há campanha fora do prazo permitido.
Outro integrante do tribunal foi mais duro. Ele disse que Moraes “se precipitou” e que houve “exagero”. Na visão desse magistrado, a decisão dá “munição para a oposição”.
Um terceiro ministro lembrou de casos parecidos. Ele citou o presidente Lula, que deu 22 entrevistas e divulgou cartas políticas enquanto estava preso em Curitiba. Naquela época, ninguém proibiu as visitas.
Flávio Bolsonaro, que é advogado do pai, recebeu apoio de mais de 9 mil profissionais. O Movimento dos Advogados de Direita Brasil representou contra Moraes na OAB. O grupo pede que a entidade investigue a decisão do ministro. Eles argumentam que impedir o acesso ao cliente fere o Estatuto da Advocacia.
Afinal, a comunicação entre defensor e custodiado é uma prerrogativa protegida por lei.







