
BRASÍLIA, 30 de junho de 2026 — O ministro Luiz Fux vai assumir a presidência da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto. Ele substituirá Gilmar Mendes. A mudança acontece depois do recesso do Judiciário. A troca segue o rodízio anual obrigatório por antiguidade. O presidente da Turma tem o poder de escolher quais processos vão a julgamento.
A transição ocorre após um racha recente no colegiado. Gilmar Mendes incluiu na pauta, de surpresa, um pedido para soltar Henrique e Felipe Vorcaro. Eles são pai e primo do dono do Banco Master. O decano perdeu a votação por 3 a 1.
Na sessão, Gilmar criticou as prisões preventivas. Ele acusou o relator de usar a cadeia para forçar delações. O ministro comparou os métodos aos da Lava Jato.
André Mendonça, relator do caso, rebateu as críticas. Ele afirmou que a organização tem contornos de máfia. O ministro disse que há indícios de violência e não só crimes financeiros.
Daí, Mendonça retirou o sigilo de duas investigações. O objetivo foi expor fraudes e subornos. Dias depois, ele restabeleceu o segredo de Justiça por causa de novas buscas da Polícia Federal.
Fux migrou para a 2ª Turma em outubro de 2025. Ele pediu a transferência da 1ª Turma quando Barroso se aposentou. O regimento do STF não permite reeleição imediata para a chefia. Por isso, todos os cinco ministros devem ocupar o posto por um ano antes do reinício do ciclo.
A expectativa de interlocutores é que Fux atue em sintonia com Mendonça. Isso reduziria a influência de Gilmar sobre os processos da Turma.







