
VENEZUELA, 24 de abril de 2026 — O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, nesta quinta (23), que o Mercosul pode reavaliar a suspensão da Venezuela do bloco. A declaração foi dada a jornalistas em Brasília.
Segundo Alckmin, o eventual retorno do país deve ser discutido diante de um “momento diferente” no cenário político venezuelano. Esse momento ocorre após a saída de Nicolas Maduro do poder.
Maduro foi retirado do poder em 3 de janeiro. A intervenção foi realizada pelos Estados Unidos. Desde então, o ex-presidente está preso no país. A então vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina. Em março, ela restabeleceu relações diplomáticas com os norte-americanos.
Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial anunciaram a retomada das relações com a Venezuela. As duas instituições reconheceram Rodríguez como a liderança legítima do país.
A Venezuela está suspensa do Mercosul desde 2016. O motivo foi o descumprimento de normas do bloco e de compromissos políticos e comerciais.
A eventual reintegração exige consenso entre os membros fundadores. São eles: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Além disso, é necessária uma nova avaliação sobre o cumprimento das exigências do bloco.
A discussão ocorre em meio a um processo mais amplo de reconfiguração do Mercosul. O bloco avança na implementação provisória do acordo comercial com a União Europeia. O tratado entra em vigor em 1º de maio para os países que já o ratificaram, como o Brasil. Esse acordo cria a maior região de livre comércio do mundo.
Alckmin também defendeu o fortalecimento da integração latino-americana. Atualmente, a Bolívia está em processo de adesão como membro pleno do bloco. O país tem prazo para internalizar as normas. Por fim, a Colômbia, hoje Estado associado, já manifestou interesse em ingressar como membro efetivo.







