
MARANHÃO, 02 de maio de 2026 — O Maranhão registrou 147 pessoas sob proteção do Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) em 2025.
A iniciativa é coordenada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e acompanha casos de risco. O estado se destaca nacionalmente pela demanda em direitos humanos, sobretudo em áreas rurais e territórios tradicionais.
No total, o programa monitorou 1.524 pessoas em todo o Brasil ao longo de 2025. O Maranhão figura entre as unidades federativas com maior número de atendimentos. A maioria dos casos envolve conflitos fundiários, disputas territoriais e violações de direitos humanos contra indígenas, quilombolas e lideranças comunitárias.
No estado, os atendimentos concentram-se em trabalhadores rurais e representantes de comunidades tradicionais. Esses grupos atuam na defesa do meio ambiente e do direito à terra. Por isso, enfrentam ameaças frequentes relacionadas à exploração de recursos naturais e à ocupação de territórios vulneráveis.
Além disso, o PPDDH aplica medidas conforme o nível de risco identificado em cada situação. As ações incluem acompanhamento técnico, rondas e apoio psicossocial. Em casos mais graves, o programa pode oferecer proteção policial contínua, embora essa medida atenda um número reduzido de pessoas.
Cada beneficiário recebe um plano de proteção individualizado. Esse planejamento considera análises técnicas de risco e envolve articulação com autoridades locais. Dessa forma, o programa busca garantir segurança sem interromper totalmente a rotina dos protegidos em situações de direitos humanos.
No Nordeste, o programa atende 421 pessoas, sendo o Maranhão o segundo estado com maior número de casos, atrás apenas da Bahia. A atuação local ocorre por meio de convênio com o governo federal e integra uma rede com equipes estaduais, regionais e federais.







