
BRASÍLIA, 10 de agosto de 2026 — O presidente Lula registrou sua candidatura à reeleição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele apresentou 88 certidões criminais como parte da documentação exigida para disputar o pleito.
Esse número é maior do que o de outros candidatos que já entregaram os documentos. Renan Santos (Missão) apresentou cinco certidões. Já Romeu Zema (Novo-MG) entregou 12. Até a manhã deste domingo (9), o sistema do TSE ainda não tinha os documentos de Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A entrega das certidões criminais é obrigatória para o registro de candidatura. Os documentos vêm das Justiças Federal e Estadual, além de outros tribunais, quando necessário. Porém, só o número de certidões não impede uma candidatura.
Se há algum registro criminal, o candidato precisa apresentar também a certidão de objeto e pé, que traz informações atualizadas sobre cada processo. Então, a Justiça Eleitoral analisa cada caso para decidir se há alguma restrição.
Além das certidões, Lula declarou patrimônio de R$ 4,7 milhões. Esse valor é 35,7% menor do que os R$ 7,4 milhões informados em 2022. A maior parte dos bens está em dois planos de previdência privada: um tem R$ 1,93 milhão e o outro, R$ 1,38 milhão. Juntos, eles somam R$ 3,31 milhões, o que representa 69,4% do total declarado.
O presidente também informou ter 26,68% de um sítio em São Bernardo do Campo, avaliado em R$ 130 mil. A declaração inclui ainda um carro de R$ 50 mil, um terreno no mesmo município avaliado em R$ 2,7 mil e outros bens. A queda no patrimônio em relação a 2022 se deve principalmente à redução dos valores aplicados em previdência privada.
Naquele ano, Lula tinha R$ 5,57 milhões em um VGBL; agora, os dois planos somam R$ 3,31 milhões. Por fim, o candidato entregou também um plano de governo com 84 páginas.







