
BRASIL, 19 de agosto de 2026 — A Justiça do Trabalho suspendeu as demissões do Grupo Casas Bahia. A decisão, dada pela juíza Karina Roberta Mousinho de Matos na terça (18), vale para os trabalhadores desligados entre 13 e 17 de agosto. Além disso, a liminar impede novos cortes coletivos sem a participação dos sindicatos.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC) entrou com a ação. A juíza determinou que a empresa reabra imediatamente as negociações com as entidades que representam os empregados. Por enquanto, a decisão é provisória e não resolve de vez a questão sobre a legalidade das demissões.
A medida acontece em meio à grave crise financeira da varejista. No domingo (16), a Casas Bahia pediu recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas. Os cortes fazem parte do “Plano de Transformação — Fase 2”. Segundo a CNTC, a empresa fechou 298 lojas e dispensou cerca de 1,9 mil funcionários nos dias 13 e 14 de agosto.
A própria companhia informou à Justiça que a reestruturação atingiu aproximadamente 3 mil demissões. A diferença nos números ocorre porque cada documento considera um período diferente.
Para a magistrada, os papéis apresentados pela empresa mostram que o fechamento das lojas e a redução de pessoal fazem parte da mesma estratégia. Por isso, ela ordenou que a Casas Bahia restabeleça os contratos dos trabalhadores afetados no prazo de cinco dias, contados a partir da notificação.
Eles devem voltar à folha de pagamento e recuperar todos os benefícios que tinham.







