
BRASIL, 19 de agosto de 2026 — Em agosto de 2026, o Grupo Casas Bahia demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas. Os cortes ocorreram dentro de um plano apresentado à Justiça de São Paulo para reduzir despesas e enfrentar a crise financeira.
Segundo a empresa, juros altos, queda no consumo de bens duráveis, aumento da inadimplência e dificuldades no varejo pressionaram o caixa. Além disso, a transformação digital do comércio aumentou a necessidade de mudanças na operação.
A reestruturação começou em 2023. Naquele ano, a companhia fechou 55 lojas deficitárias e reduziu cerca de 8,6 mil postos de trabalho. Também diminuiu estoques, cortou investimentos e fez ajustes nos centros de distribuição.
Mesmo com essas medidas, a Casas Bahia afirma que o custo da dívida continuou alto. Por isso, adotou novos cortes em 2026. Somando as duas etapas, o grupo eliminou aproximadamente 11,6 mil postos e encerrou cerca de 355 lojas.
No domingo, 16 de agosto, o grupo pediu recuperação judicial. O processo envolve a companhia e outras nove empresas e busca renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas.
A Casas Bahia diz que mantém mais de 20 mil empregados e mais de 700 lojas abertas.







