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Justiça dá início a julgamento do funkeiro Oruam

Andre Reis
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Justiça oruam
A Justiça do Rio de Janeiro marcou para a audiência de instrução e julgamento do funkeiro Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam.

RIO DE JANEIRO, 11 de maio de 2026  A Justiça do Rio de Janeiro marcou, para a tarde desta segunda (11), a audiência de instrução e julgamento do funkeiro Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. O cantor responde por duas tentativas de homicídio contra policiais civis do Estado.

A sessão deveria ter ocorrido em março deste ano, mas foi remarcada. O artista está foragido desde fevereiro. Depois de passar dois meses preso e deixar a cadeia, Oruam descumpriu medidas cautelares. Por isso, a Justiça revogou o habeas corpus e restabeleceu a prisão preventiva.

Oruam responde por duas tentativas de homicídio qualificado por ter se envolvido em um confronto com agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Na ocasião, os policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão na residência do cantor, no Joá, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, um menor acusado de ter vínculo com o tráfico estaria escondido na casa do funkeiro.

Oruam e amigos teriam atacado os agentes com pedras, incluindo um bloco de concreto de quase 5 quilos.

Oruam se apresentou à polícia um dia depois da operação policial, e os agentes o detiveram. Dois meses depois, o Superior Tribunal de Justiça concedeu liberdade ao cantor.

Mesmo assim, Oruam e um amigo, William Mateus Viana Rodrigues Vieira, tornaram-se réus por tentativa de homicídio contra um delegado e um oficial de cartório.
Alvo de investigações

O funkeiro, filho de Marcinho VP, um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho, também é alvo de outras investigações. Em abril, Oruam entrou na lista de procurados durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra a lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. A ação cumpria mandados expedidos pela Justiça.

Além de Oruam, a DRE também investigou a mãe dele, a empresária Márcia Gama, e um dos irmãos, Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca. Márcia foi alvo de um mandado de prisão em março, durante a Operação Contenção Red Legacy, mas não foi localizada.

No começo de abril, a Justiça do Rio concedeu habeas corpus à mãe do cantor, que deixou de ser considerada foragida. Atualmente, Oruam e os demais investigados seguem foragidos.

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