CONLUIO

Juíza vê tentativa de esconder dados da Americanas

Andre Reis
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juíza americanas
Juíza da 10ª Vara Federal Criminal do RJ vê indícios de conluio entre os bancos Itaú e Santander para ocultar informações financeiras da varejista Americanas.

RIO DE JANEIRO, 09 de julho de 2026  A juíza Giovana Calmon, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, encontrou indícios de conluio entre os bancos Itaú e Santander para ocultar informações financeiras da varejista Americanas, conforme decisão que autorizou buscas contra executivos das instituições.

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure em 25 de junho, visando coletar provas sobre manipulações contábeis que mascararam a insolvência da empresa.

A juíza Giovana Calmon, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, identificou indícios de que os bancos Itaú e Santander atuaram em conjunto para ocultar informações financeiras da varejista Americanas.

Os detalhes constam na decisão judicial que autorizou os mandados de busca e apreensão contra os executivos das instituições de crédito, conforme revelou o portal UOL.

A determinação da magistrada embasou as ações da Polícia Federal (PF) durante a segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada em 25 de junho, com o objetivo de colher provas sobre o funcionamento do esquema criminoso.

De acordo com as investigações, funcionários do alto-comando de ambas das instituições financeiras agiram de forma coordenada para emitir cartas de auditoria sem o registro de dívidas reais da empresa.

As mensagens de texto compartilhadas entre os diretores dois dois bancos fundamentaram a suspeita de cooperação mútua na fraude de balanços. A juíza Giovana Calmon destacou que o aval de uma das companhias funcionava como fator decisivo para que a outra também seguisse as orientações da varejista.

O relatório policial sinaliza que essa colaboração fraudulenta foi indispensável para viabilizar as manipulações contábeis e ocultar o rombo financeiro do mercado por anos.

O papel do segmento bancário no caso é investigado pelas autoridades federais há bastante tempo devido ao volume dos recursos envolvidos.

Em agosto de 2024, reportagens do UOL mostraram que as empresas chegaram a enviar relatórios completos com os débitos reais por engano. Ao notar o deslize, os envolvidos mandaram mensagens corrigidas para a empresa de auditoria, retirando os dados sobre os compromissos.

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