FARRA ESCONDIDA

INSS não consegue medir prejuízo de fraudes do Banco Master

Andre Reis
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INSS MASTER
INSS diz que não consegue calcular prejuízo de fraudes em contratos de consignado do banco master. Auditorias apontam mais de 250 mil operações irregulares.

BRASÍLIA, 03 de junho de 2026  O INSS informou ao Ministério Público que não tem dados para medir o prejuízo das fraudes no banco master. A afirmação foi feita recentemente em Brasília. O órgão diz que faltam elementos para o cálculo.

Isso acontece mesmo com auditorias da CGU e do próprio Inss. Elas encontraram centenas de milhares de contratos suspeitos. Por isso, as negociações de ressarcimento para aposentados e pensionistas travaram.

A CGU identificou 96,6 mil contratos feitos pelo banco master sem reconhecimento biométrico adequado. Isso ocorreu entre 2023 e 2025. Esse número representa 62,4% das operações do período.

Além disso, outra auditoria apontou 155,1 mil contratos sem envio de documentos ao INSS. Foram firmados entre 2021 e 2023. O próprio INSS reconheceu falhas graves em mais de 250 mil contratos de crédito consignado.

O Ministério Público tentava um acordo. A ideia era o INSS identificar os prejuízos. A Defensoria Pública da União cobraria a reparação. Mas o INSS disse que não tem competência para representar os beneficiários. Também afirmou que não vai cobrar valores em nome deles.

Sem o acordo, as vítimas podem ficar sem ressarcimento. As investigações focam o produto Credcesta, do banco Master. Os contratos desse produto saltaram de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024. Isso é um aumento de mais de 2.500%.

O INSS afirma que ainda analisa as irregularidades apontadas pela CGU. A Procuradoria pediu uma lista detalhada dos beneficiários e contratos inválidos. A defesa do banco Master diz que seguiu todas as normas do INSS.

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