
BRASÍLIA, 03 de junho de 2026 — O INSS informou ao Ministério Público que não tem dados para medir o prejuízo das fraudes no banco master. A afirmação foi feita recentemente em Brasília. O órgão diz que faltam elementos para o cálculo.
Isso acontece mesmo com auditorias da CGU e do próprio Inss. Elas encontraram centenas de milhares de contratos suspeitos. Por isso, as negociações de ressarcimento para aposentados e pensionistas travaram.
A CGU identificou 96,6 mil contratos feitos pelo banco master sem reconhecimento biométrico adequado. Isso ocorreu entre 2023 e 2025. Esse número representa 62,4% das operações do período.
Além disso, outra auditoria apontou 155,1 mil contratos sem envio de documentos ao INSS. Foram firmados entre 2021 e 2023. O próprio INSS reconheceu falhas graves em mais de 250 mil contratos de crédito consignado.
O Ministério Público tentava um acordo. A ideia era o INSS identificar os prejuízos. A Defensoria Pública da União cobraria a reparação. Mas o INSS disse que não tem competência para representar os beneficiários. Também afirmou que não vai cobrar valores em nome deles.
Sem o acordo, as vítimas podem ficar sem ressarcimento. As investigações focam o produto Credcesta, do banco Master. Os contratos desse produto saltaram de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024. Isso é um aumento de mais de 2.500%.
O INSS afirma que ainda analisa as irregularidades apontadas pela CGU. A Procuradoria pediu uma lista detalhada dos beneficiários e contratos inválidos. A defesa do banco Master diz que seguiu todas as normas do INSS.







