
BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — A Polícia Federal investiga “A Turma”, grupo suspeito de trabalhar para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Conversas interceptadas mostram que os integrantes viram a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no STF como uma piora.
Além disso, a PF diz que o grupo recebia R$ 400 mil por mês. O dinheiro servia para intimidar pessoas, comprar servidores públicos e invadir sistemas oficiais. Entre os apontados estava Felipe Mourão, o Sicário, que se matou após ser preso.
Outro nome é Bruno Correa Lopes. Ele cuidava da compra de imóveis e de negócios da família Vorcaro. Em uma conversa de WhatsApp de 27 de fevereiro, Bruno falou com Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, também investigado.
Bruno disse que a família vendia patrimônio rápido. “Venderam uma casa aqui por 20 milhões, uma casa de 40 [milhões], vão vender por 20 [milhões]”, afirmou. Depois, comentou a mudança no STF: “Está piorando muito rápido agora que saiu do Toffoli”.
Toffoli deixou a relatoria em 12 de fevereiro. Isso ocorreu após a revelação de vínculos de familiares dele com o resort Tayayá, que também tinha relações com Vorcaro. Daniel Vorcaro foi preso de novo em 4 de março.
As mensagens também mostram que “A Turma” tinha férias no fim do ano. Marilson Roseno da Silva, apontado como líder, cobrou decisões antes das férias. A PF diz que o grupo tinha seis integrantes.







