
BRASÍLIA, 30 de junho de 2026 — O governo Lula pagou R$ 18 bilhões em emendas parlamentares impositivas até o dia 26 de setembro. Esse valor supera o piso mínimo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em R$ 567 milhões. A lei exigia que o Executivo desembolsasse R$ 17,5 bilhões até o dia 30. O governo antecipou parte do pagamento e ainda ultrapassou a meta.
A maior parte do dinheiro extra foi para a saúde. Esse setor recebeu R$ 434 milhões acima do mínimo. Além disso, a assistência social ganhou R$ 133 milhões adicionais.
O governo também liberou recursos de outras modalidades de emendas, como as de bancada e de comissão. No total, considerando todos os tipos, o montante chega a R$ 21,9 bilhões em 2026.
O pagamento acontece em um momento importante de negociação entre o Planalto e o Congresso. O Executivo usa esses repasses para manter diálogo com deputados e senadores. Assim, ele busca garantir apoio a projetos que considera prioritários.
Essa estratégia ficou ainda mais relevante com as discussões sobre medidas econômicas de impacto fiscal. O governo precisa de maioria para aprovar essas propostas.
Nos últimos meses, houve divergências entre os dois Poderes. O Planalto e o Legislativo travaram debates em torno de projetos chamados de “pautas-bomba” pela equipe econômica.
A relação também sofreu desgaste com o impasse sobre a vaga no Supremo Tribunal Federal. O presidente Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo. Mas o plenário do Senado rejeitou o nome.







