
BRASÍLIA, 20 de julho de 2026 — O governo Lula avalia diminuir o valor destinado aos Correios no Orçamento de 2027. A equipe econômica discute reservar uma quantia abaixo do que está previsto em um contrato de empréstimo da estatal.
Depois, ao longo do ano, o governo poderia complementar os recursos com créditos adicionais. As informações são da Folha de S.Paulo.
A medida ainda está em fase de discussão. Por isso, não representa um corte definitivo. O objetivo é aliviar a pressão sobre o Orçamento de 2027, que já tem limitações para pagar despesas obrigatórias e outras prioridades.
Os Correios fizeram um empréstimo para melhorar sua situação financeira. Como condição, a União se comprometeu a injetar pelo menos R$ 6 bilhões na empresa até o fim de 2027. Os bancos exigiram esse aporte como garantia da operação. São eles: Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander.
O governo planejava incluir esse valor direto na proposta de Orçamento a ser enviada ao Congresso. Agora, porém, alguns técnicos estudam reservar um montante menor. Se for necessário, o governo pode pedir autorização do Congresso para liberar mais dinheiro depois.
Essa alternativa, no entanto, não é um consenso dentro do governo. Técnicos alertam que um aporte menor pode gerar insegurança sobre a recuperação financeira dos Correios.
Também pode levantar dúvidas sobre o cumprimento das condições do financiamento. A decisão final sairá com a versão da proposta orçamentária, que deve ser enviada até 31 de agosto.
Os Correios vivem uma das piores crises de sua história. A empresa registrou prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Esse valor se soma ao déficit de R$ 8,5 bilhões acumulado em 2025. O aporte da União faz parte do plano de recuperação.
A ideia do governo é reduzir o valor inicial, mas completar os recursos depois, se for preciso.







