"PERDEU, MANÉ"

Gonet defende suspensão da dosimetria para Débora do batom

Andre Reis
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Gonet PGR
Gonet pede que aplicação da Lei da Dosimetria aguarde julgamento sobre constitucionalidade do texto no caso da mulher que manchou estátua com batom.

BRASÍLIA, 22 de maio de 2026  O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a manutenção da suspensão da Lei da Dosimetria para o caso de Débora Rodrigues. A manifestação ocorreu nesta quinta (21), em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal.

A mulher ficou conhecida por ter manchado a estátua da Justiça com batom durante os atos de 8 de janeiro. Gonet sustentou que a aplicação da medida deve aguardar o julgamento dos processos que questionam sua constitucionalidade.

O procurador-geral afirmou que a validade da legislação está sob análise da corte nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.966 e 7.967.

De acordo com Gonet, a existência dessa controvérsia representa um “fato processual novo e relevante”. Esse fato, segundo ele, pode influenciar o julgamento dos pedidos apresentados pelos advogados da ré. A argumentação foi usada para justificar a espera por uma decisão definitiva.

Gonet explicou que a aplicação imediata da lei poderia gerar “decisões conflitantes e precárias”. Esse cenário, alertou, poderia ocorrer em diferentes execuções penais relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Por isso, o PGR defendeu que a “prudência recomenda” aguardar uma definição do STF.

A corte ainda não tem prazo para julgar as ações diretas de inconstitucionalidade. Enquanto isso, a suspensão da lei permanece válida para o caso específico.

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