
BRASÍLIA, 23 de abril de 2026 — O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a continuidade do Inquérito das Fake News pelo menos até o período eleitoral. A declaração ocorreu nesta quarta (22), em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo.
O magistrado afirmou que a investigação cumpre papel relevante diante de “ataques” à Corte. “Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário”, declarou. Ele também disse que o STF “tem sido vilipendiado”.
INVESTIGAÇÃO ABERTA HÁ SETE ANOS
O inquérito foi aberto em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli. A iniciativa partiu da própria Corte, sem pedido da Procuradoria-Geral da República. O ministro Alexandre de Moraes é o relator e conduz as investigações.
O objetivo é apurar a suposta disseminação de notícias falsas e ameaças contra integrantes do STF. Juristas e analistas políticos criticam o procedimento. Eles apontam ilegalidades, como a abertura de ofício.
CASO ROMEU ZEMA
Na semana passada, Gilmar Mendes enviou uma notícia-crime a Alexandre de Moraes. O documento pedia a inclusão do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, na investigação. O motivo foi um vídeo de sátira publicado pelo político mineiro nas redes sociais. Moraes remeteu o pedido à Procuradoria-Geral da República.
Na entrevista, Gilmar citou episódios recentes para justificar a manutenção do inquérito. Ele mencionou a atuação do relator da CPI do Crime Organizado. “Veja, por exemplo, a coragem, eu diria a covardia, do relator da CPI”, afirmou.
O ministro questionou se ataques à Corte poderiam ser deixados sem resposta. Gilmar também concedeu entrevista à TV Record na mesma data.
Gilmar Mendes avaliou que a abertura do inquérito foi um momento importante para o STF. “Acho que foi um momento importante do Supremo ter aberto o inquérito”, disse. Ele defendeu a manutenção da investigação pelo menos até as eleições. “Acho que é relevante”, concluiu.
O ministro Alexandre de Moraes já sinalizou que pretende manter o inquérito até 2027.







