CONTROLE ABSOLUTO

Gilmar defende decreto de Lula para derrubar posts sem aval

Andre Reis
Compartilhe
Gilmar Lula
Ministro do STF Gilmar Mendes elogiou pacote do governo Lula que elimina exigência de ordem judicial para remoção de conteúdos e dá poderes à ANPD.

BRASÍLIA, 21 de maio de 2026  O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou-se nesta quarta (20), em apoio ao pacote de controle do governo federal sobre a internet.

O magistrado usou suas redes sociais para elogiar as novas regras assinadas pelo presidente Lula. Ele classificou o cerco contra as plataformas de tecnologia como um “avanço civilizatório fundamental”.

O integrante da Suprema Corte defendeu a medida de Lula. Ele declarou que as novas exigências servem para dar aplicação prática aos entendimentos recentes do tribunal. Na visão do ministro, a regulamentação dá força de lei às decisões do STF sobre o Marco Civil da Internet.

O presidente editou os textos diretamente do Palácio do Planalto, sem submeter o tema à votação na Câmara nem no Senado.

Inscreva-se e não perca as notícias

O apoio de Gilmar Mendes endossa uma mudança na responsabilização das empresas de tecnologia por conteúdos publicados por terceiros. Os decretos estabelecem que as redes sociais agora são obrigadas a apagar postagens consideradas ilegais por conta própria.

A remoção deve ocorrer logo depois de receberem uma simples notificação eletrônica dos usuários. As big techs correm o risco de sofrer punições por “falha sistêmica” caso mantenham os posts ativos.

Antes da medida defendida pelo ministro, as plataformas só respondiam na Justiça se desobedecessem a uma ordem judicial expressa de exclusão.

A derrubada forçada de publicações sem o aval de um juiz vai atingir conteúdos classificados pelo governo como ataques à democracia, racismo, homofobia, terrorismo, fraudes financeiras e golpes comerciais.

O pacote apoiado pelo magistrado coloca a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) como fiscal do comportamento das redes sociais. A agência é vinculada ao Ministério da Justiça.

O órgão deixa de cuidar apenas do vazamento de dados pessoais. Além disso, passa a exigir relatórios periódicos das empresas de tecnologia. Os funcionários do órgão também já comandam o monitoramento do chamado ECA Digital.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x