
BRASÍLIA, 08 de julho de 2026 — Os investimentos globais em defesa atingiram US$ 2,8 trilhões em 2025, um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior, gerando US$ 679 bilhões para os cem maiores fabricantes do setor, segundo o Stockholm International Peace Research Institute.
Este é o 11º ano consecutivo de crescimento, impulsionado por tensões geopolíticas. A Europa liderou o aumento com 14%, seguida por Ásia e Oceania com 8,1%.
Os investimentos globais em defesa somaram US$ 2,8 trilhões em 2025. O valor representa uma alta de 2,9% em relação ao ano anterior. Esse montante garantiu uma receita de US$ 679 bilhões aos cem maiores fabricantes e fornecedores do setor bélico.
O Stockholm International Peace Research Institute forneceu os dados. Eles afirmam que este é o 11º ano consecutivo de crescimento na indústria de armas mundial.
O avanço acompanha o aumento das tensões geopolíticas. Nesta terça (7), líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reúnem em Ancara, na Turquia. Eles discutem temas do cenário internacional, como a guerra na Ucrânia e o futuro da aliança.
A Otan reúne 32 países, sendo 29 europeus. Os integrantes da aliança investiram mais de US$ 1,5 trilhão em defesa no ano passado, o que equivale a cerca de 55% dos gastos globais.
A Europa registrou o maior crescimento nos investimentos militares em 2025, com alta de 14% em relação ao ano anterior. A preocupação com a ameaça de Moscou impulsionou o resultado.
Ásia e Oceania aparecem na sequência, com avanço de 8,1%. Tensões geopolíticas, os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, o fortalecimento militar da China, a proteção territorial de Taiwan e a remilitarização do Japão explicam o cenário.
Nove países expandem e modernizam arsenais nucleares: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, Israel, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Eles reúnem cerca de 12,1 mil ogivas nucleares. Desse total, 4 mil estão instaladas em mísseis e aeronaves. Entre 2,1 mil e 2,2 mil permaneciam em alerta operacional no início deste ano.
Rússia e EUA detêm a maior parte das ogivas, seguidos por França e Reino Unido.







