
BRASÍLIA, 29 de setembro de 2026 — O ministro Flávio Dino, do STF, pressionou Edson Fachin, presidente da Corte nesta terça (29). Ele quer ampliar a auditoria sobre precatórios. Então, Dino enviou um ofício a Fachin. No documento, pede fiscalização também sobre valores já pagos. Antes, a ideia era olhar apenas precatórios pendentes.
Além disso, Dino citou o antigo Banco Master no começo do texto. Ele disse que sua manifestação vem de “aparentes ilegalidades”. Essas irregularidades envolvem precatórios para empresas do setor sucroalcooleiro. Por isso, essas operações teriam favorecido negócios atípicos do Master.
O caso citado envolve um precatório de R$ 5 bilhões. Ele foi expedido antes do trânsito em julgado da ação. A União levou o caso ao Supremo. O argumento foi risco de grave lesão à ordem pública.
No mesmo dia, o decano Gilmar Mendes defendeu uma correição extraordinária nos tribunais federais. Ele citou principalmente o TRF-1. Dino afirmou haver “convergência de preocupações” entre os dois. Então, incorporou a proposta de Gilmar ao pedido.
Dino quer que Fachin envie cópias dos processos ao CNJ. O objetivo é abrir procedimentos sobre pagamentos futuros e desembolsos já feitos. Ele também defendeu uma “ampla auditoria” nos precatórios.
Segundo ele, a medida combateria uma “brutal captura de atos judiciais por interesses privados”.







