QUEDA DO MINISTRO

Fachin retira Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Fonte: CONEXÃO POLÍTICA
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Fachin Moraes
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ministro Edson Fachin decidiu retirar do ministro Alexandre de Moraes a condução do chamado Inquérito das Fake News

BRASÍLIA, 10 de setembro de 2026 — O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta quarta (9) retirar do ministro Alexandre de Moraes a condução do chamado Inquérito das Fake News.

Aberta em 2019, a investigação passa a ficar sob responsabilidade da Presidência da Corte, em uma das principais medidas adotadas por Fachin em meio à crise interna do tribunal.

A ordem de Fachin estabelece que as ações penais já instauradas a partir das investigações continuarão sob a relatoria de Moraes. Os atos praticados durante os anos em que o ministro esteve à frente do inquérito também foram preservados.

A mudança alcança os procedimentos investigatórios que ainda não resultaram em ações penais e tem validade daqui para frente.

Fachin determinou ainda que inquéritos, petições e outros procedimentos distribuídos a Moraes em razão do Inquérito das Fake News sejam devolvidos à Presidência do STF.
Depois de analisados, esses casos deverão ser encaminhados à Polícia Federal e, posteriormente, à Procuradoria-Geral da República (PGR), que poderá avaliar a apresentação de denúncia ou o arquivamento.

Criado em 2019, o Inquérito 4.781 foi instaurado para investigar a existência de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e outros ataques contra integrantes do Supremo e seus familiares.

Desde o início, a investigação provocou diversas controvérsias jurídicas e muitas críticas de especialistas quanto à sua origem, amplitude e duração.

Na mesma decisão, Fachin suspendeu “todo e qualquer procedimento” de investigação contra integrantes do STF. A medida alcança também a apuração conduzida pela PGR sobre possíveis irregularidades na produção de um relatório da PF que apontou a existência de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes.

A PGR havia informado ao Supremo que pretendia investigar possíveis interferências na elaboração do documento.

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