
BRASÍLIA, 1º de outubro de 2025 – As estatais federais acumularam um déficit de R$ 5,6 bilhões nos primeiros oito meses de 2025, divulgou o Banco Central nesta terça (30). Esse resultado, que exclui empresas do setor financeiro e a Petrobras, representa o pior desempenho para o período desde o início da série histórica, em 2002.
O valor é 65% superior ao déficit das estatais de R$ 3,4 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2024. O Banco Central mede a “necessidade de financiamento” das empresas, indicador que reflete sua contribuição para as contas públicas.
O indicador utilizado pelo BC é considerado relevante para a avaliação do impacto fiscal, pois quando as estatais têm necessidade de financiamento, o Tesouro Nacional pode precisar cobrir essa lacuna. No entanto, o Ministério da Gestão e Inovação contestou a metodologia do relatório.
A pasta argumenta que o dado não reflete a saúde financeira real das empresas, por não incluir informações contábeis detalhadas, como receitas e lucro líquido. Apesar das críticas, o déficit das estatais federais segue como uma métrica observada pelo mercado.
Ao expandir a análise para todas as estatais do país, incluindo as controladas por governos estaduais, o déficit consolidado sobe para R$ 8,3 bilhões. As empresas estaduais foram responsáveis por R$ 2,3 bilhões desse resultado negativo total.
Esse cenário mais amplo demonstra que a pressão sobre as contas públicas proveniente de empresas estatais não se limita ao governo federal.
O déficit das estatais permanece, portanto, um ponto de atenção para as finanças públicas nacionais.







