
BRASÍLIA, 06 de setembro de 2026 — No último sábado (5), a União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) criticou um relatório da Polícia Federal. O documento foi citado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma decisão sobre o ministro André Mendonça.
A entidade afirmou que o relatório não segue os parâmetros metodológicos da Doutrina da Atividade de Inteligência. Por isso, ele não deveria ser usado como base para decisões judiciais. A Intelis também disse que esse tipo de documento não substitui uma investigação criminal.
O relatório ganhou destaque depois que Moraes reproduziu trechos dele. As informações citadas falavam sobre um suposto direcionamento das apurações e um alegado “viés político” de Mendonça. A Intelis, porém, não mencionou nenhum dos ministros pelo nome.
Além disso, a entidade explicou que documentos de inteligência precisam seguir etapas rígidas de coleta, análise e validação. O objetivo é garantir objetividade e impessoalidade. A associação alertou que a falta de regras claras pode causar confusão entre inteligência, polícia e persecução penal.
A Intelis defendeu que o Congresso analise o Projeto de Lei nº 6.423/2025. A proposta cria um marco legal para a atividade de inteligência no país, definindo limites e controles.
A entidade, no entanto, não entrou no mérito das investigações nem culpou integrantes do STF ou da PF.







