
BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026 — Setenta e seis empresas do Ibovespa projetam crescimento fraco ou até recessão em 2027. A Selic em 14% ao ano encarece o crédito. Por isso, investimentos e compras diminuem.
Além disso, a inadimplência das famílias cresce. O endividamento alto dificulta o pagamento de contas. Então, setores como varejo e serviços sofrem. Lojas Renner e Assaí, por exemplo, esperam queda nas vendas.
Concessionárias de serviços relatam mais atrasos. Os bancos, então, ficam mais cautelosos ao emprestar dinheiro. Itaú, Bradesco e Santander aumentaram as reservas para calotes. Juntos, provisionaram R$ 28,7 bilhões no segundo trimestre. Esse valor é 12,4% maior que o de 2025.
A expectativa do mercado para o PIB em 2027 é de 1,5%. A previsão é que a Selic termine o ano em 12%. Esse patamar ainda é alto para estimular a economia.
A combinação de crédito caro, famílias endividadas e baixo investimento eleva o risco de estagnação ou recessão.







