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Empresas projetam crescimento menor e até recessão em 2027

Andre Reis
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Empresas veem risco de recessão. Juros altos e famílias endividadas reduzem consumo. Varejo e bancos já sentem o impacto. Projeção de crescimento do PIB cai.

BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026  Setenta e seis empresas do Ibovespa projetam crescimento fraco ou até recessão em 2027. A Selic em 14% ao ano encarece o crédito. Por isso, investimentos e compras diminuem.

Além disso, a inadimplência das famílias cresce. O endividamento alto dificulta o pagamento de contas. Então, setores como varejo e serviços sofrem. Lojas Renner e Assaí, por exemplo, esperam queda nas vendas.

Concessionárias de serviços relatam mais atrasos. Os bancos, então, ficam mais cautelosos ao emprestar dinheiro. Itaú, Bradesco e Santander aumentaram as reservas para calotes. Juntos, provisionaram R$ 28,7 bilhões no segundo trimestre. Esse valor é 12,4% maior que o de 2025.

A expectativa do mercado para o PIB em 2027 é de 1,5%. A previsão é que a Selic termine o ano em 12%. Esse patamar ainda é alto para estimular a economia.

A combinação de crédito caro, famílias endividadas e baixo investimento eleva o risco de estagnação ou recessão.

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