LEILÃO

Empresários argentinos compram empresas brasileiras

Andre Reis
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Empresários argentinos estão comprando empresas no Brasil. Em 2025 fizeram 18 aquisições ou investimentos por aqui. Os EUA ficaram em 2ºlugar, com 11 operações.

BRASIL, 25 de agosto de 2026  Empresários argentinos estão comprando empresas no Brasil. Só em 2025, eles fizeram 18 aquisições ou investimentos por aqui. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 11 operações. E o México, em terceiro, com oito.

Por décadas, foram os brasileiros que compraram empresas na Argentina. Agora, a situação mudou. A estabilização econômica promovida pelo governo Milei deu fôlego aos argentinos. A inflação caiu, o câmbio se estabilizou e o crédito ficou mais acessível.

Além disso, os juros reais na Argentina são negativos. Isso significa que o dinheiro está “barato” por lá. Enquanto isso, no Brasil, a Selic está em 14% e a inflação em 4,4%. Portanto, o crédito fica caro para os brasileiros. Muitas empresas nacionais precisam vender ativos ou pedir recuperação judicial.

O Brasil atrai os argentinos por causa do tamanho do mercado. São 213 milhões de consumidores, quase cinco vezes mais que na Argentina. A proximidade cultural e a integração pelo Mercosul também facilitam os negócios.

Exemplos recentes mostram a tendência. Em maio, o laboratório Elea comprou o controle da Cellera Farma. Em julho, a fintech Cocos Capital adquiriu ativos da Warren. No setor de cimento, o empresário Marcelo Mindlin assumiu o controle da InterCement, que estava em recuperação judicial.

O movimento argentino não é novo, mas voltou com força. Empresários que já atuavam no Brasil, como os grupos que controlam aeroportos e a Sky, agora retomaram as compras. A diferença é que, desta vez, eles têm condições financeiras para isso.

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