
MARANHÃO, 26 de agosto de 2026 — A Polícia Federal recuperou uma conversa no celular da lobista Roberta Luchsinger. Nela, ela diz que cortaria as passagens aéreas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O filho do presidente então respondeu que pediria ajuda a Cleber Ribas e a Marcelo Checon. O segundo nome é de um empresário que ampliou negócios com o governo federal no mandato de Lula.
Marcelo Checon é dono da MChecon Design e Cenografia. Desde 2023, a empresa fechou 13 contratos com o Executivo federal. O valor total é de R$ 63,4 milhões. Os pagamentos já recebidos somam R$ 84,2 milhões. Antes do retorno de Lula ao Planalto, a empresa tinha apenas um contrato de R$ 197 mil com o governo.
A MChecon produziu a Casa Brasil em Belém, durante a COP30, e também a Casa Brasil em Paris, nas Olimpíadas de 2024. Os principais contratos são com os ministérios do Desenvolvimento Agrário, Turismo, Cultura e Desenvolvimento Social. Cada um tem o mesmo valor: R$ 8,74 milhões.
A empresa também presta serviços para o MEC, Funarte e a Presidência.
A conversa entre Luchsinger e Ribas ocorreu em 25 de agosto do ano passado. Ela cobra um pagamento e diz gastar R$ 100 mil por mês para manter a casa de Lulinha em Madri. No áudio, ela conta que avisou Lulinha sobre o corte das passagens. Ele respondeu que pediria ajuda a Ribas e Checon. Ela então deu boa sorte a ele.







