
BRASÍLIA, 25 de agosto de 2026 — A Polícia Federal investiga a lobista Roberta Luchsinger. Ela movimentou R$ 100 mil e R$ 200 mil em dinheiro vivo. Essas operações têm relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. O caso corre em segredo de Justiça desde 25 de junho de 2025.
O motorista de Roberta recebeu os valores de uma pessoa não identificada. Depois, ele levou o dinheiro até a casa dela. Parte dos recursos, R$ 50 mil, foi para uma agência de viagens. No mesmo dia, a empresa emitiu passagens de Brasília a São Paulo para Roberta e Lulinha. Cada bilhete custou R$ 2 mil.
A PF encontrou mensagens entre Roberta e o motorista. Ela pedia depósitos e enviava dados de voos. Os agentes suspeitam de lavagem de dinheiro. Além disso, a investigação aponta possível corrupção em negócios de cannabis medicinal. O grupo tentava vender produtos ao Ministério da Saúde.
O presidente Lula comentou o caso no domingo (23). Ele disse que leva a apuração a sério e que não atrapalha o trabalho da PF. Afirmou ainda que o filho precisa provar sua inocência.
A defesa de Lulinha nega relação com o motorista e diz que não há prova do uso do dinheiro nas viagens. Os advogados também acusam setores da PF de agir por interesses políticos.
A investigação também cita pagamentos de R$ 217 mil a um ex-chefe de gabinete de Lula. A defesa dele afirma que os valores vieram de um empréstimo pessoal. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, é o relator do inquérito.







