DESERTO ROSA

Eleição presidencial fica sem mulheres nas principais chapas

Andre Reis
Compartilhe
Mulheres PRESIDENCIA
Principais candidaturas à Presidência são formadas só por homens. Única chapa com mulheres é do partido Unidade Popular, sem chances nas pesquisas.

BRASIL, 07 de agosto de 2026  A eleição presidencial de 2026 não terá mulheres nas chapas mais fortes. Essa é a primeira vez que isso acontece desde 2002. O cenário se confirmou quando o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi escolhido como vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Assim, acabaram as especulações sobre uma possível mulher na vaga.

As principais candidaturas ao Planalto serão formadas apenas por homens. A única chapa com duas mulheres é a da Unidade Popular (UP). Samara Martins é a candidata a presidente e Raquel Bricio, a vice. Porém, o partido não tem representantes no Congresso.

Além disso, aparece mal nas pesquisas de intenção de voto. Portanto, fica fora do grupo considerado competitivo.

Essa ausência quebra uma sequência de mais de vinte anos. Desde 2002, ao menos uma mulher participava das disputas principais. Elas apareciam como candidatas a presidente ou a vice-presidente.

Em 2022, Simone Tebet foi candidata pelo MDB com Mara Gabrilli como vice. Ana Paula Matos também integrou a chapa de Ciro Gomes. Em 2018, quatro mulheres estiveram em chapas fortes: Manuela d’Ávila, Kátia Abreu, Ana Amélia Lemos e Suelene Balduino. Marina Silva também concorreu à Presidência naquele ano.

O maior destaque feminino foi em 2014. Três mulheres lideraram candidaturas relevantes. Dilma Rousseff foi reeleita presidente. Marina Silva e Luciana Genro também disputaram o cargo. Em 2010, Dilma se tornou a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Marina Silva obteve quase 20% dos votos no primeiro turno.

Em 2006, Heloísa Helena ficou em terceiro lugar pelo PSOL. Já em 2002, Rita Camata foi vice na chapa de José Serra. Esse foi o início da sequência que agora será quebrada.

Essa configuração de 2026 acontece em meio a um debate importante. As mulheres são a maioria dos eleitores, mas ocupam poucos cargos eletivos.

Especialistas apontam obstáculos como a estrutura dos partidos, a desigualdade no financiamento de campanhas e a violência política de gênero. Portanto, a disputa deste ano deve ser lembrada como a primeira do século sem mulheres nas chapas competitivas.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x