
TURILÃNDIA, 1º de outubro de 2026 — A Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão informou nesta quinta (1º) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que Paulo Curió (União) não pode reassumir agora a Prefeitura de Turilândia. Segundo a PGJ, a intervenção estadual em vigor desde fevereiro impede o cumprimento imediato da decisão que suspendeu o afastamento do prefeito.
Moraes suspendeu nesta quinta o afastamento cautelar de Curió, que estava fora do cargo desde dezembro de 2025. O prefeito é alvo de investigação do Ministério Público sobre um suposto esquema envolvendo crimes como corrupção, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. A denúncia foi apresentada em janeiro.
Curió também chegou a ser preso durante a investigação e ficou mais de cinco meses detido. Em maio, deixou a prisão, mas continuou submetido a medidas cautelares. Moraes manteve restrições como tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e impedimento de contratar empresas citadas no processo.
A crise na administração municipal levou o Tribunal de Justiça do Maranhão a determinar uma intervenção em Turilândia. Em fevereiro, o governador Carlos Brandão nomeou o defensor público Thiago Josino como interventor. Depois, o período da intervenção foi prorrogado, mantendo a administração municipal sob o comando do interventor.
Por isso, a PGJ comunicou oficialmente a situação ao gabinete de Moraes. Segundo o procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, havia dúvida sobre o ministro ter conhecimento da intervenção. Agora, o Ministério Público aguarda uma manifestação do STF sobre o impasse.










