SOB VIGILÂNCIA

Dino mantém tornozeleira em promotor acusado de propina

Andre Reis
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DINO STF
Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou pedido da defesa e decidiu manter tornozeleira eletrônica de promotor acusado de exigir propina milionária.

BRASÍLIA, 07 de junho de 2026  O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter o uso de tornozeleira eletrônica pelo promotor Maurício Verdejo. A decisão foi tomada após a defesa contestar uma determinação do Superior Tribunal de Justiça que manteve o monitoramento.

O caso envolve acusações de corrupção e outros crimes atribuídos ao integrante do Ministério Público do Piauí.

Segundo a denúncia, Verdejo teria exigido R$ 3 milhões de um empresário para arquivar uma investigação criminal. O valor, de acordo com as apurações, teria sido reduzido para R$ 2 milhões e pago em parcelas. A Polícia Federal acompanhou os repasses por meio de uma ação controlada durante a investigação.

A defesa argumentou que a medida cautelar perdeu a finalidade após o oferecimento da denúncia e sustentou que não existiam fatos novos que justificassem sua manutenção.

No entanto, Dino entendeu que não há constrangimento ilegal na decisão. Portanto, manteve o monitoramento eletrônico e destacou que o STJ apresentou fundamentos suficientes para negar o pedido da defesa.

O promotor foi denunciado pelos crimes de concussão, prevaricação, supressão de documento e tráfico de influência.

O processo segue em tramitação na Justiça.

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