
BRASIL, 30 de abril de 2026 — O índice de desemprego no Brasil alcançou 6,1% no primeiro trimestre de 2026. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o dado nesta quinta (30).
Esse porcentual representa um aumento em relação aos 5,1% registrados nos três últimos meses de 2025. Apesar da alta recente, o patamar de 6,1% é o mais baixo para o período de janeiro a março desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
Entre janeiro e março, o total de desempregados foi estimado em 6,6 milhões. Esse número representa um crescimento de 19,6% em comparação ao fim de 2025. Mais 1,1 milhão de pessoas entraram na condição de desocupação.
Por outro lado, ao comparar com o mesmo período do ano anterior, o contingente de desempregados caiu 13%. Isso equivale a quase 1 milhão de pessoas a menos sem trabalho.
O número de pessoas ocupadas chegou a 102 milhões no primeiro trimestre de 2026. Esse total representa uma redução de 1% ante o trimestre anterior. No entanto, há um avanço de 1,5% na comparação com os três primeiros meses de 2025. Isso corresponde a 1,5 milhão de vagas adicionais.
O comércio perdeu 287 mil postos, uma queda de 1,5%. A administração pública teve retração de 439 mil vagas, ou 2,3%. Os serviços domésticos encolheram em 148 mil empregos, uma redução de 2,6%.
A renda média dos trabalhadores atingiu R$ 3,7 mil mensais. Esse valor representa um aumento de 1,6% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, a alta foi de 5,5%.
A pesquisa do IBGE considera pessoas a partir de 14 anos. Estão incluídos trabalhadores com ou sem carteira assinada ou CNPJ. Para ser considerado desempregado, é preciso estar procurando trabalho ativamente.
Apenas estar sem ocupação não basta para entrar nesta categoria.







