
CALIFÓRNIA, 19 de agosto de 2026 — A Meta, dona do Facebook e Instagram, começou a ser julgada nos Estados Unidos nesta terça (18). O tribunal fica em Oakland, na Califórnia. O processo pode durar até seis semanas.
Vinte e nove procuradores-gerais acusam a empresa. Segundo eles, a Meta criou recursos que estimulam o uso compulsivo entre crianças e adolescentes. Além disso, a companhia não protegeu esses usuários como deveria.
O caso é liderado por Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey. Os procuradores afirmam que a Meta priorizou o lucro e o engajamento. A segurança dos menores ficou em segundo plano.
As multas podem chegar a US$ 1,4 trilhão. A própria Meta apresentou esse número em documentos judiciais. Mas a empresa considera o valor sem fundamento. Uma advogada da Califórnia já disse que a cobrança poderia ficar em US$ 193 bilhões.
Os estados querem mais do que dinheiro. Eles pedem mudanças no funcionamento das plataformas. As medidas incluem restrições a recursos, mais proteção para menores e alterações no design que mantém os usuários conectados.
Os procuradores também acusam a Meta de coletar dados de crianças com menos de 13 anos sem autorização dos pais. A empresa também teria enganado o público sobre a segurança das redes.
A Meta nega todas as acusações. A empresa diz que não há provas de que Facebook e Instagram causem problemas de saúde mental em adolescentes.
Esse julgamento pode virar um marco para o setor de tecnologia. Se a Meta perder, a pressão deve aumentar sobre outras plataformas. YouTube, TikTok e Snapchat também enfrentam processos parecidos.







