
BURITICUPU, 22 de maio de 2026 — A deputada estadual Edna Silva foi alvo de medidas judiciais durante a operação que também atingiu o prefeito de Buriticupu, João Carlos Teixeira.
Segundo o Ministério Público do Maranhão, a parlamentar integraria o chamado “Núcleo Político” da organização investigada por supostas irregularidades em contratos públicos no município. Edna é esposa do prefeito, que também foi alvo de busca e apreensão.
De acordo com a denúncia, a deputada teria atuado na integração e blindagem patrimonial do grupo. O Ministério Público afirma que ela ajudava a dar aparência lícita aos recursos investigados.
Entre os pontos citados está um repasse de R$ 1.075.093,21 feito por Edna Silva ao prefeito João Carlos, valor considerado incompatível com a origem financeira apresentada nos autos.
INVESTIGAÇÃO APONTA MOVIMENTAÇÕES
As investigações também mencionam uma caminhonete Toyota Hilux registrada em nome da deputada.
Segundo o Ministério Público, o veículo foi transferido ao empresário Antônio Pereira, apontado como beneficiário das licitações investigadas, mas continuou sendo utilizado pela secretária de Saúde, Chrystiane Piancó, sem comprovação de pagamento pela negociação.
O Ministério Público sustenta ainda que Edna Silva fazia parte do núcleo “político-familiar” responsável pela circulação interna de valores entre os investigados. Diante disso, ela foi denunciada pelos crimes de participação em organização criminosa e lavagem de capitais. A Justiça aceitou a denúncia e tornou a parlamentar ré no processo.
A decisão judicial autorizou buscas em endereços ligados à deputada para recolhimento de documentos, celulares, computadores e valores sem origem comprovada. Inclusive, Edna Silva está proibida de frequentar a Prefeitura de Buriticupu, manter contato com investigados e sair da comarca sem autorização judicial.
MEDIDAS CAUTELARES
O Ministério Público também pediu o confisco de R$ 1.075.093,21 do patrimônio da parlamentar devido à incompatibilidade financeira apontada na investigação. Apesar das restrições impostas, a deputada não foi afastada do mandato parlamentar durante o andamento do processo.
A decisão ainda destacou que Edna Silva foi a única denunciada dispensada do uso de tornozeleira eletrônica. A medida cautelar foi aplicada aos demais réus investigados na operação conduzida pelo Ministério Público do Maranhão.







