
MARANHÃO, 17 de agosto de 2026 — A defesa do ex-secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheça a suspeição do ministro Flávio Dino em um inquérito contra o policial federal aposentado. Os advogados alegam conflito de interesses e viés político no caso.
Segundo a defesa, Dino determinou medidas contra Cutrim em uma investigação sob sua relatoria e, ao mesmo tempo, aparece como vítima em outro procedimento, relatado por Alexandre de Moraes. O advogado José Berilo de Freitas Leite Filho afirmou que isso colocaria o ministro como julgador em um caso e vítima em outro.
No inquérito relatado por Dino, Cutrim é suspeito de tentar obstruir a investigação sobre o assassinato de um empresário maranhense que teria negociado propina com integrantes do governo estadual. O crime ocorreu em 2022 e ficou conhecido como caso Tech Office. A defesa afirma que Dino pediu a prisão do ex-secretário.
A outra investigação, sob relatoria de Moraes, apura a divulgação de informações sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por familiares de Dino. Cutrim é apontado como fonte do jornalista Luís Pablo. Moraes autorizou a quebra do sigilo da fonte e busca e apreensão contra o ex-secretário.
Além disso, José Berilo afirmou existir um “clima de animosidade” entre Cutrim e Dino e disse que os dois seriam adversários pessoais e políticos há anos.
O Metrópoles informou que Cutrim integrou o grupo político de Dino e Carlos Brandão, mas se afastou após divergências internas ligadas à sucessão estadual e à candidatura de Orleans Brandão.







