
SÃO LUÍS, 17 de setembro de 2026 — A Operação Rolezinho, ligada ao promotor Cláudio Guimarães, enfrenta uma sequência de questionamentos na Justiça do Maranhão. A Defensoria Pública está entre os órgãos que contestam medidas tomadas durante as ações. Os pedidos envolvem apreensões de motocicletas, investigações e acordos feitos após as abordagens.
Jorge Ferreira Paixão e Luis Guilherme Alves Pavão, por exemplo, conseguiram habeas corpus no Tribunal de Justiça do Maranhão. As ordens foram concedidas e os dois processos já tiveram trânsito em julgado. Isso significa que, nesses casos, não há mais recurso sobre as decisões tomadas pelo tribunal.
Outro processo também trouxe um questionamento importante. No caso de Hisyan Allex da Costa Veloso, a 4ª Procuradoria de Justiça Criminal opinou pelo trancamento do inquérito.
O parecer também defendeu a anulação de um acordo já homologado. O argumento foi a falta de justa causa para manter a investigação. O recurso, porém, ainda não havia sido julgado.
A Justiça também mandou devolver uma motocicleta apreendida a Ary Cesar Lemos Duarte e Silmara Lemos Duarte. A decisão apontou que não existia uma investigação formal aberta sobre os fatos citados no pedido. Por isso, a motocicleta foi restituída e o pedido para encerrar o inquérito perdeu o objeto.
Nem todos os pedidos, porém, foram aceitos. Larissa Lohana, Juan Carlos, Anderson Francisco e Jeferson Luna tiveram habeas corpus negados. No caso de Alex Amorim Coelho, a Justiça manteve o inquérito que apura possível adulteração de sinal identificador de veículo.
ESPETÁCULO DESPROPORCIONAL
A perturbação urbana causada por rolezinhos de moto em São Luís passou a receber tratamento de megaoperação policial. Dezenas de viaturas, policiais e agentes foram mobilizados em operações lideradas pelo promotor Claudio Guimarães.
A situação gerou críticas nas redes sociais partindo do pensamento que a maioria dos cidadãs são contra escapamento barulhento ou direção irregular e que fiscalizar, multar e apreender quando a lei permite é correto. O problema apontado por muiotos é o exagero ao usar aparato de guerra contra jovens de moto.
A população ludovicense questiona muitas vezes onde está a mesma disposição contra crimes realmente violentos e o mesmo tipo de espetáculo contra áreas dominadas por facções e tráfico de drogas.
Para muitos, Cláudio Guimarães é considerado como alguém que gosta de demonstrar força onde é mais fácil. Contra pobre, jovem da periferia e gente sem advogado caro, sobraria valentia. Contra problemas grandes, a caneta ficaria tímida.
Cláudio Guimarães, no entanto apresenta a Operação Rolezinho como ação de segurança viária e combate à perturbação do sossego. O MPMA informou, em agosto, que 1.619 motocicletas haviam sido apreendidas desde 2021.







