
MARANHÃO, 02 de maio de 2026 — A CPI que investiga o vice-governador Felipe Camarão (PT) se reúne na terça (5), às 15h, na Assembleia Legislativa do Maranhão, para definir o comando dos trabalhos. O encontro ocorrerá na Sala das Comissões. Os deputados irão escolher presidente, vice-presidente e relator da comissão.
A definição da mesa diretora marca o início da fase operacional da CPI. Após essa etapa, os parlamentares devem estabelecer o plano de trabalho. Entre as medidas previstas estão a solicitação de documentos, a convocação de testemunhas e a delimitação das linhas de investigação.
A CPI foi criada para investigar suspeitas envolvendo a estrutura da vice-governadoria e a Secretaria de Estado da Educação. A pasta já foi comandada por Felipe Camarão. O requerimento aponta indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas.
Além disso, o documento menciona possíveis repasses a terceiros e a pessoas ligadas ao vice-governador. Dessa forma, os deputados pretendem analisar a extensão dessas operações e os vínculos com os órgãos citados.
A comissão terá prazo de 120 dias para concluir os trabalhos. No entanto, os parlamentares poderão ampliar o escopo das apurações. Isso inclui a possibilidade de investigar outros órgãos e agentes públicos relacionados aos fatos.
O colegiado será composto por sete deputados titulares: Rodrigo Lago, Aluízio Santos, Ana do Gás, Mical Damasceno, Yglésio Moyses, Adelmo Soares e Ricardo Arruda. Além disso, a comissão conta com sete suplentes, entre eles Carlos Lula e Fabiana Vilar.
Paralelamente, o caso também é investigado pelo Ministério Público do Maranhão. A apuração tramita no Tribunal de Justiça do Maranhão. Entre os elementos analisados estão relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
Na ocasião da criação da CPI, Felipe Camarão manifestou posição contrária à instalação da comissão. O vice-governador declarou que não pretende recuar diante das investigações.







