
BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não tem um consenso sobre as regras para pesquisas eleitorais. Os ministros divergem principalmente sobre o uso de imagens e vídeos durante as entrevistas com os eleitores.
A discussão ganhou força depois que o presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu uma pesquisa que mostrava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em queda nas intenções de voto.
O magistrado entendeu que os recursos audiovisuais apresentados aos entrevistados poderiam ter influenciado as respostas. O caso foi levado ao plenário, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista. Ainda não há nova data para a análise.
Uma ala da corte defende que os institutos podem usar vídeos e imagens, desde que avisem os entrevistados com antecedência e registrem a metodologia na Justiça Eleitoral.
Outros ministros, porém, temem que esses materiais direcionem as respostas e comprometam a neutralidade da pesquisa. A dúvida está em como diferenciar uma ferramenta legítima de um recurso que induza o eleitor.
Em julho, o TSE ouviu representantes de institutos para conhecer seus métodos. O assunto voltou em uma reunião fechada na terça (18), convocada por Nunes Marques. O encontro também tratou do uso de inteligência artificial na campanha.
Segundo relatos, a conversa foi tranquila, mas não resolveu as divergências. Nos bastidores, há tendência favorável à liberação dos recursos audiovisuais com algumas salvaguardas.
Mesmo assim, o entendimento ainda não está pacificado entre os ministros.







