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Corte Eleitoral segue dividido sobre regras para pesquisas

Andre Reis
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TSE não tem consenso sobre regras para pesquisas. Os ministros divergem principalmente sobre o uso de imagens e vídeos durante as entrevistas com os eleitores.

BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026  O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não tem um consenso sobre as regras para pesquisas eleitorais. Os ministros divergem principalmente sobre o uso de imagens e vídeos durante as entrevistas com os eleitores.

A discussão ganhou força depois que o presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu uma pesquisa que mostrava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em queda nas intenções de voto.

O magistrado entendeu que os recursos audiovisuais apresentados aos entrevistados poderiam ter influenciado as respostas. O caso foi levado ao plenário, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista. Ainda não há nova data para a análise.

Uma ala da corte defende que os institutos podem usar vídeos e imagens, desde que avisem os entrevistados com antecedência e registrem a metodologia na Justiça Eleitoral.
Outros ministros, porém, temem que esses materiais direcionem as respostas e comprometam a neutralidade da pesquisa. A dúvida está em como diferenciar uma ferramenta legítima de um recurso que induza o eleitor.

Em julho, o TSE ouviu representantes de institutos para conhecer seus métodos. O assunto voltou em uma reunião fechada na terça (18), convocada por Nunes Marques. O encontro também tratou do uso de inteligência artificial na campanha.

Segundo relatos, a conversa foi tranquila, mas não resolveu as divergências. Nos bastidores, há tendência favorável à liberação dos recursos audiovisuais com algumas salvaguardas.

Mesmo assim, o entendimento ainda não está pacificado entre os ministros.

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