
BRASÍLIA, 10 de setembro de 2026 — Os Correios pediram ao Tesouro Nacional uma garantia da União para contratar um empréstimo de R$ 7 bilhões. O pedido foi feito em 3 de setembro de 2026 e ainda está em análise.
O dinheiro viria de quatro bancos privados: Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. O prazo é de 15 anos, com três anos de carência. O custo será de 114,26% do CDI, que hoje está perto de 16% ao ano.
Com a garantia, a União assume a dívida se os Correios não pagarem. Portanto, os bancos correm menos risco e o crédito fica mais barato.
Além disso, a estatal já contratou outro empréstimo de R$ 12 bilhões em dezembro de 2025, também com aval da União. O governo ainda reservou um aporte de pelo menos R$ 6 bilhões para 2027.
Os Correios tiveram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026. A empresa estimou precisar de R$ 20 bilhões, mas reduziu para R$ 19 bilhões após melhorar o caixa.
O TCU abriu processo para apurar a primeira operação de crédito. Segundo o órgão, a análise rápida do empréstimo de R$ 12 bilhões não combinou com a complexidade da operação.







