QUEDA NOS LUCROS

Companhias aéreas podem perder metade do lucro em 2026

Fonte: CNN BRASIL
Compartilhe
LUCRO QUEDA
Lucro das aéreas deve cair pela metade com alta do combustível, diz Associação. Entidade projeta que a cifra recue de US$ 45 bilhões para US$ 23 bilhões

BRASIL, 09 de junho de 2026  Pressionado pela alta do combustível, o lucro das companhias aéreas deve cair pela metade em 2026 na comparação com 2025, estima a Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos).

A entidade projeta que a cifra recue de US$ 45 bilhões para US$ 23 bilhões.

A estimativa inicial da Iata para este ano, apresentada no final de 2025, era de que o lucro combinado das companhias aéreas globais alcançasse US$ 41 bilhões, com uma margem líquida de 3,9%. Agora, a expectativa é de que as margens líquidas fiquem em 2% neste ano.

A queda reflete principalmente o custo mais elevado com o QAV (querosene de aviação), que deve ficar 70% mais alto em 2026 na comparação anual, representando mais de 31% das despesas totais do setor.

O avanço deve elevar os custos das aéreas com combustível em US$ 100 bilhões em relação a 2025, ainda segundo as projeções da Iata.

“É um ano difícil para todas as companhias aéreas, especialmente para aquelas cujos balanços ainda não se recuperaram da covid-19. E, claro, para as que operam no Golfo”, afirmou o diretor-presidente da Iata, Willie Walsh.

O executivo destacou, no entanto, que a demanda está resistindo ao aumento de tarifas promovido pelas companhias aéreas para minimizar o preço mais alto do QAV. “A grande incógnita é por quanto tempo viajantes e remetentes de cargas conseguirão tolerar os custos mais elevados”, ponderou Walsh.

As pesquisas da Iata indicam que 86% dos viajantes esperam que as tarifas aéreas acompanhem os preços do petróleo. Nesse sentido, 49% esperam gastar mais com viagens este ano do que no ano passado. Outros 43% planejam gastar o mesmo valor.

O diretor-presidente da entidade ressaltou ainda que, apesar da demanda mais resistente até o momento, o crescimento do setor será inevitavelmente mais lento neste ano.

“Prevemos avanço de 2,1% para o segmento de passageiros e 0,7% para o de carga”, acrescentou.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x