
QUITO, 09 de agosto de 2023 – O candidato à Presidência do Equador, Fernando Villavicencio, do Movimento Construir, foi assassinado a tiros em Quito, a capital do país, após sair de um comício político realizado no Anderson College. O assassinato ocorreu nesta quarta (9), abalando o cenário eleitoral equatoriano em meio à corrida para a eleição marcada para o próximo dia 20.
O Ministério do Interior e o presidente Guillermo Lasso confirmaram o assassinato por meio de comunicados nas redes sociais, expressando indignação e choque. Lasso também assegurou que o crime não ficará impune, garantindo justiça em memória de Villavicencio.
O ocorrido levou os principais candidatos à Presidência a suspenderem suas atividades de campanha. O presidente Lasso convocou uma reunião extraordinária do Gabinete de Segurança da Presidência da República, com a presença da Comissão Nacional Eleitoral, a Procuradora-Geral do Estado e o Presidente da Corte Nacional de Justiça.
Vídeos que circularam nas redes sociais logo após o ataque mostram o momento em que Villavicencio é alvejado ao sair do Anderson College, provocando tumulto no local. O candidato era uma figura relevante na corrida presidencial, oscilando entre a segunda e a quinta posição nas pesquisas de opinião.
Em junho, pesquisas apontavam Villavicencio em quarto lugar, com 8% das intenções de voto, mas em julho, ele havia subido para a segunda posição, com 13,2%, nas avaliações da empresa de pesquisa Cedatos. Sua morte abala o processo eleitoral, ocorrendo em meio à chamada “morte cruzada” decretada pelo presidente Lasso, que dissolveu a Assembleia Nacional e antecipou a eleição.
O assassinato de Fernando Villavicencio, candidato à Presidência do Equador, ressalta a tensão política e a instabilidade no país às vésperas das eleições, gerando impacto sobre o cenário eleitoral e levantando questionamentos sobre a segurança dos candidatos e o processo democrático.







