
BRASIL, 13 de julho de 2026 — O consumidor brasileiro confia mais na inteligência artificial (IA) do que nos amigos na hora de comprar. É o que revela uma pesquisa da Accenture, divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. O levantamento ouviu consumidores sobre o uso de agentes de IA para tarefas comerciais.
Dos entrevistados, 85% disseram preferir um agente de IA pessoal a uma pessoa próxima para fazer compras. Além disso, 82% estão dispostos a permitir que a IA execute tarefas como negociar preços, resolver problemas, refazer pedidos ou renovar assinaturas. Porém, eles querem manter o controle sobre o processo.
Um terço dos brasileiros (33%) aceitaria que a IA tomasse a decisão final de compra. Isso vale desde que a tecnologia respeite limites predefinidos, como preço máximo e marcas preferidas. A autonomia plena ainda é minoria: apenas 10% deixariam a IA comprar sem nenhuma intervenção humana.
Sobre a fidelidade às marcas, 61% dos consumidores indicariam ao agente quais marcas priorizar. Contudo, 32% aceitariam que a IA trocasse de marca em busca de um melhor custo-benefício.
Apesar do avanço da tecnologia, os momentos humanos seguem relevantes. Cerca de 33% dos entrevistados ainda querem participar de alguma etapa da compra por prazer ou conexão emocional com a marca. Para 29%, as interações presenciais são essenciais para construir confiança. E 22% acreditam que as lojas físicas vão ganhar mais importância como espaços de experiência.
A pesquisa indica uma mudança significativa no comportamento do consumidor brasileiro. A confiança na IA cresce à medida que a tecnologia se torna mais presente no dia a dia. Os dados mostram que os brasileiros estão entre os mais receptivos à automação de compras no mundo.
A disposição para delegar decisões a agentes de IA reflete uma tendência global, mas com intensidade maior no Brasil.







