
BRASIL, 04 de maio de 2026 — O brasileiro empobreceu em relação ao resto do mundo nas últimas quatro décadas. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita global saltou 675% entre 1980 e 2025.
O índice nacional subiu apenas 428% no mesmo período. Os dados são do Fundo Monetário Internacional (FMI). A riqueza média por habitante no Brasil está abaixo da média mundial desde 2015.
A distância para outras nações aumentou logo que o modelo de crescimento brasileiro se esgotou. Especialistas identificam uma quebra definitiva no fôlego da economia em 1981.
O país abandonou o crescimento robusto das décadas anteriores. Além disso, mergulhou em instabilidade. O Brasil desperdiçou os anos 1980 com calotes e inflação descontrolada.
O Plano Real estabilizou os preços em 1994. No entanto, foi insuficiente para retomar a velocidade global. Se o país tivesse mantido o ritmo de nações como Coreia do Sul e Romênia, a renda média do cidadão seria US$ 13,4 mil maior hoje.
Dessa forma, o brasileiro médio teria US$ 31,9 mil por ano. O valor atual é de US$ 18,4 mil, segundo a Penn World Table.
O Brasil patina devido à baixa produtividade e à falta de investimento. A economia nacional ignora a integração com o mercado externo. Por isso, mantém um ambiente de negócios caro. A qualificação da mão de obra parou no tempo. Isso trava o setor de serviços, responsável por 70% dos empregos no país.
Países que saíram da armadilha da renda média apostaram em inovação e instituições sólidas. O Brasil seguiu o caminho oposto. O governo adotou políticas de proteção para setores ineficientes, como a indústria naval. Essas decisões isolaram o mercado interno. Aliás, afastaram o país das cadeias de produção mundiais.
A abertura comercial dos anos 1990 não teve continuidade. O país perdeu o auge da globalização. Então, demonstra lentidão para adotar novas tecnologias.
Sem reformas profundas na educação e na infraestrutura, o Brasil demonstra lentidão também nesse campo.







