Mulher foi estuprada dentro de quartel da PM no Maranhão

MIRANDA DO NORTE, 22 de julho de 2025 – Uma mulher que trabalha com entrega de lanches denunciou ter sido estuprada dentro de um quartel da Polícia Militar, em Miranda do Norte, no Maranhão. Segundo o boletim de ocorrência, o crime ocorreu quando ela foi ao local para realizar uma entrega e foi surpreendida por um oficial que estava sozinho na unidade. Agressor foi afastado do cargo pelo comando geral. De acordo com o relato, o policial teria ordenado que os subordinados saíssem em patrulha. Quando ficou sozinho com a vítima, trancou o quartel e cometeu o abuso. O nome do oficial é mantido sob sigilo pelas autoridades, mas trata-se de um capitão que exercia função de comando na região. INTIMIDAÇÃO APÓS O CRIME Mesmo após registrar ocorrência, conseguir medida protetiva e apresentar provas, como vídeos da entrada e saída no quartel, a mulher afirma estar sendo perseguida. Ela diz que o capitão circula com frequência em frente à sua casa, mesmo afastado das funções operacionais. Segundo a vítima, o medo é constante e o apoio das autoridades tem sido insuficiente. A Polícia Militar do Maranhão informou, por nota, que o oficial foi afastado assim que a denúncia chegou ao conhecimento do comando regional. Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apuração dos fatos. A corporação declarou que, se confirmadas as acusações, o capitão será responsabilizado na forma da lei. ESTUPRO SOB FARDA A vítima relata abalo psicológico, insegurança e falta de respaldo institucional. O episódio reacende o debate sobre a proteção de civis em ambientes controlados por forças de segurança. O caso está sendo investigado também pela Polícia Civil de Miranda do Norte.

Como a esquerda conduz o Brasil ao mesmo destino da Argentina e Venezuela

A decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros não aconteceu no vácuo. É o desdobramento direto de três anos de uma política externa orientada por ideologia, e não por estratégia. O governo Lula optou por confrontar nossos maiores parceiros comerciais, como os EUA, em nome de um alinhamento político com regimes autoritários e fracassados. Agora, a conta chegou. Estamos assistindo ao Brasil seguir, passo a passo, o mesmo roteiro que levou Argentina e Venezuela ao colapso. Primeiro, o isolamento diplomático. Depois, a fuga de investimentos, o desmonte do setor produtivo e, por fim, a explosão da inflação e do desemprego. A tarifa anunciada por Donald Trump não é apenas uma medida protecionista. É uma resposta dura, sim, mas previsível, a um governo que escolheu a retórica do embate ideológico em vez do pragmatismo econômico. Em vez de fortalecer relações com mercados estratégicos, o Brasil preferiu se alinhar a regimes como Irã, Cuba e Nicarágua. O resultado? Perda de credibilidade, instabilidade e incerteza para quem produz, investe e trabalha no país. Os efeitos já estão sendo sentidos. O agronegócio, responsável por quase metade das exportações brasileiras para os EUA, projeta uma perda de mais de 6 bilhões de dólares em 2025. Produtos como carne bovina, frango, soja e suco de laranja perderam competitividade da noite para o dia. A indústria também será afetada, gigantes como Vale e Gerdau já estimam prejuízos com o custo adicional de exportação. E quando grandes empresas perdem margem, o reflexo é imediato: cortes de investimento, fechamento de plantas, demissões em massa. O que se desenha é um efeito dominó sobre o mercado de trabalho. Do agronegócio à indústria, passando por transportadoras, fornecedores e comércio local, milhares de postos de trabalho estão ameaçados. O desemprego, que já preocupa, tende a crescer. E não apenas nas regiões produtoras, mas em todo o país. Esse impacto se soma a outro problema crônico: a escalada da inflação. Com menos dólares entrando, o real se desvaloriza. Isso encarece insumos, combustíveis, tecnologia e tudo o que o Brasil precisa importar para manter sua economia funcionando. O Banco Central, pressionado, não tem alternativa senão manter juros elevados ou até aumentá-los, o que torna o crédito mais caro, mais escasso e mais seletivo. E quando o crédito seca, o consumo desaparece. Empresários adiam investimentos, cortam custos e reduzem quadro de funcionários. Famílias freiam gastos. O ciclo se retroalimenta, e a economia desacelera, como já indicam consultorias como MB Associados e XP, que falam em perda de até 0,5 ponto no PIB no próximo trimestre. A verdade é que o Brasil está sendo conduzido a um estado de paralisia econômica. E não por falta de capacidade, mas por decisões políticas mal orientadas. A história já mostrou na Venezuela, na Argentina e no Irã que regimes que escolhem ideologia em detrimento de resultados conduzem seus países ao colapso. Estamos vendo sinais claros disso aqui: queda na competitividade, desindustrialização, fuga de capitais e uma classe média cada vez mais sufocada. A obsessão do atual governo em reviver alianças ideológicas do século passado está custando caro para quem gera emprego e renda hoje Não se trata de esquerda ou direita. Trata-se de responsabilidade. De entender que empresas precisam de previsibilidade. Que mercados exigem confiança. Que empregos dependem de estabilidade. E que o mundo não vai esperar o Brasil acertar o passo enquanto insiste em repetir erros já cometidos e pagos, com juros altos e inflação, pela população. O que está em jogo não é apenas a política externa. É o futuro do crédito, das empresas e do mercado de trabalho. E o preço dessa guerra tarifária, como sempre, será pago pelo trabalhador brasileiro. Thiago Eik é CEO da fintech Bankme.

STF impõe tornozeleira e restrições rigorosas a Bolsonaro

BRASÍLIA, 18 de julho de 2025 – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (18), em Brasília. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em sua residência e na sede do Partido Liberal. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro foi submetido a diversas medidas cautelares, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. Além disso, o ex-presidente está proibido de acessar redes sociais, manter contato com embaixadores, diplomatas estrangeiros e demais investigados na ação penal que apura tentativa de golpe de Estado. Também deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno, entre 19h e 7h, incluindo fins de semana. APREENSÕES E DISPOSITIVO ELETRÔNICO Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu US$ 14 mil em espécie na residência de Bolsonaro, além de seu celular e um pen drive que estava escondido no banheiro. Após a ação, ele foi conduzido até a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape/DF), onde teve o dispositivo de monitoramento instalado. A defesa do ex-presidente declarou que recebeu “com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas” e que Bolsonaro sempre cumpriu com todas as determinações judiciais. Os advogados afirmaram que só irão se manifestar após análise da decisão do STF. TRUMP INTERVÉM E GOVERNO LULA REAGE A operação ocorre quatro dias após a Procuradoria-Geral da República apresentar alegações finais que pedem a condenação de Bolsonaro por liderar uma tentativa de golpe. No mesmo contexto, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta a Bolsonaro classificando o processo como injusto e condenando o Judiciário brasileiro. Trump também anunciou sanções comerciais contra o Brasil, incluindo taxação de 50% sobre exportações. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, tem atuado como interlocutor da família junto ao governo norte-americano. Moraes autorizou a continuidade da investigação contra o parlamentar por provocar interferência estrangeira. Em resposta às manifestações internacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil é um país soberano e não aceitará interferência externa em seus assuntos jurídicos. MORAES É ALVO DE AÇÃO NOS EUA O ministro Alexandre de Moraes também é alvo de uma ação judicial nos Estados Unidos, movida pelas plataformas Rumble e Trump Media, que o acusam de promover censura digital. A Justiça americana convocou Moraes para prestar depoimento, mas ainda não houve resposta oficial. A Advocacia-Geral da União informou que está acompanhando o caso.

Indicadores de saneamento recuam na gestão de Eduardo Braide

SÃO LUÍS, 15 de julho de 2025 – Sob a gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD), São Luís caiu da 88ª para a 93ª colocação no Ranking do Saneamento 2025, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados. A capital maranhense segue entre os 20 municípios com pior desempenho do país em abastecimento de água e tratamento de esgoto. O estudo tem como base os dados de 2023 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e avalia as 100 cidades mais populosas do Brasil. Apesar de contar com mais de 1 milhão de habitantes, São Luís apresenta indicadores inferiores à média nacional, mesmo após quatro anos de administração de Braide. BAIXO INVESTIMENTO Entre 2019 e 2023, o investimento médio em saneamento na capital foi de apenas R$ 78,40 por habitante, valor 65% abaixo do ideal de R$ 223 estimado pelo estudo. Durante o mandato de Eduardo Braide, nenhuma iniciativa significativa foi anunciada pelo município para reverter o cenário. A ausência de parcerias estratégicas e de execução de obras estruturantes reforça o quadro de inércia. Em contraste, cidades que ocupam as primeiras posições do ranking mantêm investimentos consistentes e políticas públicas voltadas à universalização dos serviços. No caso de São Luís, os dados sugerem que a atual gestão negligenciou o tema como prioridade administrativa. FALTA DE COBERTURA São Luís registra índices abaixo da média nacional tanto na cobertura de abastecimento quanto no esgotamento sanitário. O levantamento também aponta que o município possui perdas de 45,43% na distribuição de água — quase o dobro do limite considerado aceitável (25%). Braide, que assumiu a prefeitura prometendo modernizar a infraestrutura urbana, pouco avançou no setor. A cidade permanece com cobertura insuficiente e infraestrutura precária, sem metas claras ou plano efetivo para atingir a universalização do saneamento até 2033, como prevê o marco legal do setor. DESEMPENHO ENTRE CAPITAIS A capital maranhense aparece ao lado de cidades como Belém, Macapá, Rio Branco e Porto Velho, todas mal avaliadas. Segundo o Instituto Trata Brasil, o resultado reforça a distância entre as promessas de campanha e a execução prática por parte da gestão Eduardo Braide. O relatório mostra ainda que entre os 20 municípios mais bem avaliados, nove são do estado de São Paulo, onde os índices de cobertura e tratamento já se aproximam da universalização. O contraste destaca a má gestão do setor em São Luís.

Justiça arquiva acusações vistas como infundadas contra empresário Marcus Feitosa

CEARÁ, 11 de julho de 2025 – O Poder Judiciário do Ceará decidiu pelo arquivamento de um processo contra o empresário Marcus Vinicius Feitosa de Castro, que atua no estado do Maranhão e também naquele estado. A decisão judicial põe um ponto final nas infundadas acusações imputadas ao empresário. Marcus Feitosa, como é conhecido, há 20 anos tem forte atuação no Maranhão, em especial na capital São Luís, com atividades sociais desenvolvidas nas comunidades carentes, além de oportunizar a geração de emprego e renda. A decisão da justiça cearense reforça e mostra o equívoco impetrado contra o empresário que possui uma conduta ilibada e um histórico de trabalho nos dois estados. Marcus Feitosa desenvolve ações sociais nas localidades de maior vulnerabilidade, com distribuição de cestas básicas, entre outras atividades, demonstrando o apreço e carinho que tem pela cidade de São Luís. O seu pragmatismo é tão vibrante que, junto com sua esposa, uma eficiente odontóloga, vive há duas décadas na capital maranhense. Com esse desprendimento e dedicação, Marcus Feitosa é admirado e querido não só por seus funcionários, como mas também por todos aqueles que o rodeiam. Portanto, a decisão da justiça foi correta e digna de aplausos da sociedade, ainda mais para quem conhece a trajetória e o trabalho do empresário.

Prefeito diz que agiu após PM sacar pistola em depoimento

PRESIDENTE DUTRA, 7 de julho de 2025 – O prefeito de Igarapé Grande, João Vítor Peixoto Moura Xavier (PDT), declarou em depoimento à Polícia Civil do Maranhão que agiu em reação a uma ameaça direta, ao ser empurrado e ver o PM Geidson Thiago da Silva dos Santos sacar uma pistola. A declaração foi feita na tarde desta segunda-feira (7), na Delegacia Regional de Pedreiras. O episódio resultou na morte do policial, no encerramento da vaquejada de Trizidela do Vale, no domingo (6). O Blog do Linhares teve acesso com exclusividade ao depoimento do prefeito.

Prefeito que matou PM se entrega à polícia em Presidente Dutra

PRESIDENTE DUTRA, 7 de julho de 2025 – O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier, se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira (7). Ele se apresentou espontaneamente na delegacia regional de Presidente Dutra. O gestor é autor da morte do policial militar Geidson Thiago dos Santos. O crime ocorreu durante uma vaquejada em Trizidela do Vale na noite de domingo. Apesar de o prefeito se entregar em Presidente Dutra, o caso segue sob outra jurisdição. A investigação está a cargo da 14ª Delegacia Regional de Pedreiras. Espera-se que ele preste depoimento formal nas próximas horas. Sua apresentação ocorre após um dia de buscas e intensa repercussão do caso em todo o estado do Maranhão. A prisão do gestor municipal acontece em meio a um cenário de informações conflitantes. A versão inicial de um ataque a sangue frio foi questionada por vídeos e áudios. As imagens mostram uma discussão acalorada entre o prefeito e o policial. Populares teriam tentado intervir para apartar a briga que se arrastou por algum tempo. ALEGAÇÃO DE LEGÍTIMA DEFESA A defesa do gestor deve sustentar a tese de legítima defesa, conforme adiantado pela defesa. Eles afirmam que o prefeito, que não consome álcool, foi provocado pelo policial. A defesa também pode usar informações de que o PM estaria de folga irregular e supostamente embriagado durante o evento em Trizidela do Vale. Por outro lado, oficiais do 19º Batalhão da PM informou que a briga começou por um motivo banal. A corporação disse que a discussão foi por causa do farol alto do carro do prefeito. A PM também sustentou que o policial militar não chegou a sacar sua arma. O fato de o prefeito se entregar agora permitirá que ele apresente sua versão formal dos fatos.

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