Breve raio x do fracasso

Em algum texto já devo ter contado o curioso episódio que testemunhei há, aproximadamente, uma década, ocorrido em um dos municípios que prestava assessoria. Repetirei por ter tudo a ver com o sucede no presente, no nosso estado. Certa vez fui convidado a participar de uma reunião de início de exercício naquele município que tanto gostei de trabalhar, sobretudo, pela amizades que fiz. A reunião ocorria em um salão paroquial ou clube e já se encontrava totalmente tomado quando cheguei. O prefeito que presidia a reunião chamou-me para tomar assento ao seu lado na mesa e começamos por ouvir os relatórios das realizações de cada secretaria no ano que passara. Os secretários iam relatando os seus feitos e recebendo os aplausos da assistência. Até que chegou a vez da secretária de assistência social – e esse o relato que até hoje me chama a atenção –, que comunicou o grande feito de uma gestão no ano anterior: graças ao esforço dela e da sua equipe, haviam mais que dobrado, praticamente, triplicado, o número de beneficiários do programa “Bolsa-Família”, no município. Quando terminou a explanação, de longe, foi a mais aplaudida, quase um minuto de aplausos vibrantes. Com meus botões, refletia: estariam aplaudindo o fato de tanta gente precisar de um auxílio social para sobreviver? Não mereceriam mais aplausos se tivesse desenvolvido programas de geração de renda que retirassem as pessoas da humilhante fila da miséria? Passados tantos anos, principalmente agora, aquele momento, com toda sua vivacidade, ainda permanece vivo na minha memória. Não tem como fazermos uma cruel analogia com a catarse daquele momento com o que assistimos diariamente, achamos normal e até aplaudimos. As emissoras de rádio e televisão, redes sociais e a mídia em geral, sobretudo nos horários nobres, divulgam, como propaganda oficial, que o governo estadual determinou que nos restaurantes populares o prato da refeição seja vendido a um real; divulgam, também, a distribuição de milhares de cestas básicas às famílias em situação de miséria e vulnerabilidade. Quando vejo a pujante propaganda oficial falando no número de cestas básicas distribuídas ou o prato de comida a um real, a primeira coisa que me ocorre é a lembrança da secretária que dobrou o número de pessoas inscritas no “Bolsa-Família”. Fracassado no propósito de retirar as famílias da miséria – que aumentou em relação aos governos anteriores –, governo gasta uma fortuna em propaganda da miséria, exaltando o prato de comida a um real e a distribuição de milhares de cestas básicas. E não pensem que eu me oponho a esse tipo de ação governamental de baratear o preço da comida no restaurante popular e muito menos a distribuição de milhares de cestas básicas, apenas constato, com pesar, com muito pesar, que o governo estadual fracassou em diminuir a desigualdade ou a pobreza no estado – ao invés disso a aumentou. Segundo o IBGE mais de 74% (setenta e quatro por cento) da população maranhense sobrevive com menos de um salário mínimo nacional. Pelos dados do mesmo instituto estamos falando de um número superior a 5 milhões de cidadãos vivendo nesta situação de indigência. Se já é difícil viver ganhando mais de um salário mínimo cujo poder de compra é insuficiente para comprar duas cestas básicas, imaginem a vida de setenta e quatro por cento da população vivendo com menos de um salário mínimo por mês. Um agravante é que os dados terríveis sobre o Maranhão são anteriores à pandemia. Ainda saindo da situação pandêmica, é visível que a pobreza no país e, principalmente, no estado aumentou mais ainda. A miséria é tamanha que até o grupo Sarney, que dominou o estado por quase meio século, e são “doutores” no assunto se dizem incomodados com os números do atual governo e o fustiga por isso. Assim, parece fazer sentido – ao menos para eles –, que tal qual a secretária de assistência social de quem falei no início, festejem a distribuição de cestas ou barateamento do prato feito no restaurante popular. Muito embora sejam os números da miséria o mais nefasto legado do atual governo, temos diversos outros motivos para atestar a sua inapetência na gestão pública. Vejamos as obras – ou a ausência delas. Temos dificuldades em encontrar obras de vultos do atual governo. Não temos notícia de nenhuma obra estruturante para o desenvolvimento do estado. Com muito boa vontade – muito boa vontade, mesmo –, poderíamos citar a ponte sobre o Rio Pericumã, ligando os municípios de Bequimão e Central do Maranhão, que vai diminuir a distância em quase cem quilômetros para diversos municípios da Baixada. Essa obra, entretanto, se arrasta desde 2015, é até capaz do atual governador não inaugurá-la, e é marcada por polêmicas, a principal delas, o fato do consórcio em conluio com o governo, tentarem por todas as formas esquivar de pagar os tributos aos dois municípios ou tentarem mascarar tais pagamentos, motivando inúmeras ações de execuções fiscais. Não duvido se, ao término da obra, deixarem os municípios sem os pagamentos devidos. Tudo isso por culpa do governo, que desafiando a legislação, não fez os descontos dos tributos diretamente na fonte. Lembro que quando candidato o atual governador prometeu fazer da MA 006, a rodovia de integração do Maranhão. Essa estrada tem mais de 2 mil quilômetros, vai de Apicum-Açu, no extremo norte a Alto Parnaíba, no extremo sul do estado. Uma promessa vã. Já findando o sétimo ano de governo, não temos notícia de um quilômetro feito visando dotar a tal MA dos requisitos para integrar o estado. Parece-me que a única coisa útil que fizeram foi permitir a federalização de uma parte da pista na região sul. Outra obra de vulto, por assim dizer, mas desta vez na saúde é o urgente e necessário Hospital da Ilha. Da obra, financiada com recursos dos bancos de fomento, as noticias que chegam – e que precisam ser checadas pelas autoridades de controle –, é que o físico não “casa” com o financeiro nem a pau, noutras palavras o que já enterraram na

Moro condena apoio a ditaduras por Lula e pelo PT

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Em seu perfil no Twitter, O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) acusou o ex-presidente Lula (PT) de minimizar a falta de liberdade em Cuba e pelo petista apoiar a ditadura cubana e criticar o embargo dos Estados Unidos. Lula apoiou as restrições aos direitos humanos em Cuba e afirmou que a política “bate em muita gente” em entrevista ao jornal espanhol El País. “Essas coisas não acontecem só em Cuba, mas no mundo inteiro. A polícia bate em muita gente, é violenta. É engraçado porque a gente reclama de uma decisão que evitou os protestos em Cuba, mas não reclama que os cubanos estavam preparados para dar a vacina e não tinham seringas, e os americanos não permitiam a entrada de seringas. Eu acho que as pessoas têm o direito de protestar, da mesma forma que no Brasil. Mas precisamos parar de condenar Cuba e condenar um pouco mais o bloqueio dos Estados Unidos”, disse o ex-presidiário. Antes, o PT elogiou as eleições na Nicarágua, onde os opositores foram presos. Agora, é o Lula quem minimiza a repressão contra protestos na ditadura cubana e critica os Estados Unidos, uma democracia. Não dá para flertar com o autoritarismo. pic.twitter.com/g96qAjAaag — Sergio Moro (@SF_Moro) November 21, 2021 Vale lembrar que, neste ano, milhares de cubanos saíram às ruas em busca de liberdade e mudança de regime, contra o comunismo e pela saída dos atuais ditadores do sistema político.

Entidades denunciam governo Dino por perseguição e prisão de 20 indígenas

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Mais de 26 entidades denunciaram a prisão arbitrária de cerca de 20 indígenas do povo Akroá-Gamella, em Viana, Maranhão.  Dentre os indígenas, está o agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT-MA), Kum’Tum Akroa Gamella. De acordo com informações, a empresa Equatorial Energia tentou instalar linhões de energia elétrica dentro do território indígena sem autorização ou consulta dos Akroá-Gamella. A prática é ilegal, uma vez que as comunidades possuem a prerrogativa de aprovar, ou não, ações em suas terras. Segundo relatos, os indígenas tentaram negociar, mas foram reprimidos pela Equatorial. A Polícia Militar foi acionada e prendeu 20 índios. Também foram recolhidos celulares e câmeras fotografias que registravam a ação ilegal de equipes que tentavam instalar os linhões de qualquer jeito. O cenário, segundo as entidades, é de extrema violência devido a presença de homens contratados pela pela concessionaria de energia na região, eles e a PM invadiram casas e soltaram tiros contra os indígenas. Entidade como Cáritas Brasileira Regional Maranhão Conselho Pastoral dos Pescadores-MA, Comissão Pastoral da Terra-MA e outras dezenas, que denunciaram a ação, exigem liberdade imediata aos indígenas presos, a apuração rigorosa das ações arbitrárias de instituições do Estado do Maranhão, assim como da empresa Equatorial  contra os Akroa-Gamella. TODAS AS ENTIDADES QUE REALIZARAM A DENÚNCIA Cáritas Brasileira Regional Maranhão Conselho Pastoral dos Pescadores-MA Comissão Pastoral da Terra-MA Comissão Pastoral da Terra  Nacional Conselho Indigenista Missionário-MA Sociedade Maranhense de Direitos Humanos Agência Tambor Fórum Popular de  Educação do Campo do  Maranhão Rede de Agroecologia do Maranhão Laboratório de Estudos Vulnerabilidades e Processos de Subjetivação/UFMA Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros- NEAB/UFMA Coordenação do Curso de Ciências Sociais da UFMA Geiima – Grupo de Estudos Indígenas e Indigenistas no Maranhão/UFMA APRUMA Movimento de Defesa da Ilha Grupo de Estudos Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente/UFMA Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (MABE) Associação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura- Acesa Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra – MST. TIJUPÁ NURUNI/UFMA ANAÍ União de moradores do Taim Rede de mulheres das Águas e das Marés e dos Manguezais do Maranhão e do Piaui (Remumama) Conselho Gestor da Resex Tauá-Mirim Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Judiciário Federal e MPU no Maranhão – SINTRAJUFE/MA Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão – FETAEMA

Mateus Supermercado é condenado a pagar cliente por danos morais

Mateus Supermercado

O Mateus Supermercado foi condenado a indenizar uma mulher que teve sua motocicleta roubada dentro do estabelecimento em julho deste ano. A sentença foi determinada pelo 13º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luis. Com isso, o Mateus deverá pagar a mulher no valor de 4 mil reais, por danos morais. Na ação, a mulher conta que no dia 21 de julho, sua moto foi roubada enquanto ela fazia compras dentro do supermercado localizado no João Paulo. Mesmo com a reclamação a funcionários do estabelecimento, e registro de boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia, ela se sentiu frustrada por não conseguir o seu bem de volta. A alternativa foi buscar o ressarcimento do valor do veículo e, ainda, indenização por danos morais. Em contestação, o supermercado alegou não haver nenhuma reclamação administrativa e que as imagens de seu circuito interno ficam disponíveis por somente 08 (oito) dias, não tendo a autora comprovado o furto do veículo. O juiz analisa que o supermercado não apresentou as filmagens referentes ao dia da ação criminosa, visto que as imagens seriam necessárias para compor a materialidade do caso. Após analise e com a decisão, foi sentenciado que o Mateus Supermercado, localizado no João Paulo, deverá restituir a mulher o valor da motocicleta roubada, de acordo com a tabela FIPE, que seria no valor de 4 mil reais, no modelo da Honda/CG 125, 2014.

Simplício recebe aval nacional para continuar a pré-candidatura

Secretario Simplicio Araujo

O Secretário de Estado da Indústria, Comércio e Energia do Maranhão, Simplício Araújo, anunciou nesta sexta (19), que recebeu aval da direção nacional do partido para manter o projeto eleitoral. O atual secretário é pré-candidato do Solidariedade para disputar as eleições a Governo do Estado em 2022. Segundo Simplício, a autorização para seguir sua pré-campanha foi confirmada, durante o encontro do Núcleo de Organização e Articulação da Legenda, em Brasília. Além disso, em seu comentário, o secretário apresenta uma estratégia para eleger dois deputados federais no próximo ano e fala seu plano para beneficiar o Estado do Maranhão. Mesmo com a pré-candidatura de Simplício Araújo, o Governador Flávio Dino segue com a indicação para o apoio dos candidatos a governo do Maranhão em 2022. São eles: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB),  o senador Weverton Rocha (PDT) e o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão (PT).

Professora de filosofia que comandou sessão de bullying é intimada pela polícia

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A Polícia Civil intimou uma professora de filosofia do Colégio Estadual Thales de Azevedo, em Salvador, para prestar esclarecimentos sobre uma sessão de bullying. Segundo boletim de ocorrência, a professora teria incentivado hostilizações contra uma aluna e permitido que ela sofresse assédio moral em sala de aula. Tudo motivado pela opinião política da aluna.   A mãe da aluna registrou boletim de ocorrência na última terça (16). Segundo ela, a filha teria sido constrangida na escola e hostilizada por colegas devido à sua opinião política. Ela ainda relatou que sua filha também teria sido impedida pelos outros alunos de participar de atividades em grupo, com o consentimento da professora. A Associação dos Professores Licenciados do Brasil (APLB-Sindicato) manifestou-se à favor do bullying contra a aluna. Segundo a entidade, a reação da família ao assédio da estudante é “tentativa de intimidação, coação e pressão psicológica por grupos de extrema direita que tentam cercear a livre expressão e tumultuar aulas e algumas atividades propostas pelos professores e professoras”. As pessoas envolvidas no caso da professora de filosofia estão sendo ouvidas pela polícia.

Governo Bolsonaro avança na construção de novas ferrovias no Brasil

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O governo Bolsonaro segue avançando na transformação da matriz de transportes brasileira. Nesta Sexta (19), a construção de novas ferrovias foi atestada pela Agência Nacional de Transporte (ANTT), que viabilizou o trajeto dos cinco primeiros pedidos. A ação segue para o Ministério da Infraestrutura para a análise da compatibilidade das politicas públicas do setor. Além de gerar empregos direitos e indiretos, os novos empreendimentos vão conectar sete estradas de ferro que já estão operando, que passarão pelo Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Piauí e Pernambuco. Essa é mais uma ação do Governo Federal para impulsionar a ampliação da malha ferroviária nacional.

Bira do Pindaré se une ao MBL em processo contra Paulo Guedes

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O deputado federal maranhense Bira do Pindaré (PSB) se uniu a Kim Kataguiri, um dos líderes do MBL, e a outros deputados, em uma representação contra o ministro Paulo Guedes. O processo foi entregue à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por suposto uso de informação privilegiada. Bira e os oposicionistas acusam Paulo Guedes de omissão do nome da filha e da esposa em DCI (declaração confidencial de informações) de 2019 da offshore Dreadnoughts Internacional Group Limited, nas Ilhas Virgens Britânicas. Em outubro, o ministro foi alvo da Pandora Papers, investigação sobre finanças internacionais e paraísos fiscais, que mostrou que Guedes tem offshores em paraíso fiscais. O ministro, antes de entrar para o governo, em 2019, já tinha e optou por mantê-las. Segundo Guedes, as offshores estão declaradas à Receita Federal. De acordo com o documento apresentado por Bira do Pindaré e pelos deputados, Paula Drumond Guedes, filha do ministro, se tornou diretora da offshore em dezembro de 2018. Já a esposa do ministro, Maria Cristina Bolívar Drumond Guedes, é sócia da empresa. Essas informações vinham sendo omitidas à Comissão de Ética Pública do Governo Federal. Os parlamentares pedem que seja feita uma análise do extrato de operações da empresa desde 2019 até agora. De acordo com os deputados envolvidos na ação: “não é possível acreditar que Paulo Guedes nunca conversou com a esposa e a filha sobre assuntos econômicos”. Eles alegam que Guedes não prestou depoimento sobre o Pandora Papers na Câmara. Ao invés disso, seus advogados apresentaram uma petição com esclarecimentos e documentos. “Tais circunstâncias levantam sérias suspeitas sobre o comportamento ético de Paulo Guedes tanto na esfera pública quanto no mercado financeiro. Ademais, é preciso que a CVM investigue as reais motivações de tamanha omissão”, pediram os deputados

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