Hildo Rocha é eleito presidente da Comissão de Viação e Transportes

O deputado federal Hildo Rocha (MDB) foi eleito nesta quarta (04/05) presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. Ele fica no lugar do parlamentar Carlos Chiodini (MDB-SC) no cargo. Os demais integrantes da Mesa do colegiado (1º, 2º e 3º vices) serão escolhidos em outra reunião. Na oportunidade, o parlamentar maranhense destacou que primeiramente irá ouvir os membros do colegiado para que possa definir as prioridades que serão colocadas em pauta e destacou que a comissão é formada por deputados e deputadas experientes que podem contribuir muito para a modernização da infraestrutura e para tirar o atraso no setor de viação e transportes. “De acordo com os pronunciamentos dos deputados e deputadas que se manifestaram durante a nossa primeira reunião a situação das rodovias federais foi tema predominante. Esse é, portanto, um tema que preocupa e merece ser colocado como uma das prioridades. Muitas rodovias federais, em todo o País, estão em péssimas condições. Existem problemas estruturais históricos e nós vamos nos aprofundar nessa questão”, afirmou. Cabe à Comissão de Viação e Transportes discutir e votar propostas relacionadas aos seguintes assuntos: sistema nacional de viação e sistemas de transportes em geral; transportes aéreo, marítimo, aquaviário, ferroviário, rodoviário e metroviário; transporte por dutos; ordenação e exploração dos serviços de transportes; transportes urbano, interestadual, intermunicipal e internacional; marinha mercante, portos e vias navegáveis; navegação marítima e de cabotagem e a interior; direito marítimo; aviação civil, aeroportos e infraestrutura aeroportuária; segurança e controle do tráfego aéreo; direito aeronáutico; transporte de passageiros e de cargas; regime jurídico e legislação setorial; acordos e convenções internacionais; responsabilidade civil do transportador; e segurança, política, educação e legislação de trânsito e tráfego.
Locomotiva 100% elétrica da Vale irá operar no transporte de minério

Dentro da estratégia de acelerar o uso de tecnologias que privilegiem fontes renováveis, a Vale recebeu, no fim do mês passado, a sua segunda locomotiva 100% elétrica, movida a bateria. Fabricada na China pela CRRC Zhuzhou Locomotive (CRRC ZELC), o equipamento vai operar inicialmente no pátio de manobra do Terminal de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). Suas baterias, feitas de lítio, têm capacidade de armazenamento de 1000 kWh, com autonomia para operar até 10 horas sem paradas para recarregamento. A locomotiva da CRRC está dentro da estratégia da Vale de eletricificar seus equipamentos de mina e ferrovia. As duas áreas respondem por 25% das emissões diretas de carbono da empresa, o chamado escopo 1. Em 2019, a Vale anunciou a meta de zerar suas emissões líquidas de escopos 1 e 2 (relativo ao consumo de energia elétrica) até 2050. Para isto, está investindo entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões. Atualmente, a frota da Vale soma 490 locomotivas, movidas a diesel, dedicadas ao transporte de minério de ferro. A primeira máquina totalmente elétrica da empresa, fabricada pela Progress Rail, foi recebida, em julho de 2020, na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). “Assim como aconteceu no Espírito Santo na Estrada de Ferro Vitória a Minas, nossa estratégia é testá-la em manobras de pátio para depois avaliar a possibilidade de readequá-la como parte da estratégia posterior de utilização de locomotivas elétricas na linha principal da ferrovia”, explica Gustavo Bastos, gerente-executivo do Centro de Excelência, Tecnologia e Inovação de Ferrosos. O gerente-executivo da EFC, João Silva Junior, ressalta que a locomotiva elétrica soma-se à estratégia da ferrovia de investir em eficiência, segurança e inovação, que visa reduzir suas emissões de carbono. O executivo lembra que, no ano passado, a ferrovia obteve uma das melhores avaliações ambientais entre seus pares, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “A chegada da locomotiva elétrica na EFC é um importante marco para a nossa jornada de Carbono Zero da Vale. Estamos construindo um plano robusto que nos permitirá uma redução drástica de emissões de CO2 oriundas das nossas operações ferroviárias. Cada vez mais, reafirmamos o nosso compromisso para uma Vale mais sustentável”, afirma.
Empresa sul-coreana lançará foguete partindo da Base de Alcântara

A Innospace, uma startup aeroespacial sul-coreana, pretende realizar seu primeiro lançamento suborbital em dezembro deste ano, partindo do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A ocasião servirá como teste para o HANBIT-TLV, um foguete de teste de estágio único com cerca de 16,3 metros de altura, que serve como plataforma de desenvolvimento para o lançador de satélites comercial da startup, o HANBIT-Nano. O HANBIT-Nano é projetado para levar uma carga útil de até 50 kg para uma órbita polar (que cruza os polos do planeta), a aproximadamente 500 km de altitude. Ambos os foguetes têm um primeiro estágio com um motor híbrido de 15 toneladas, alimentado por oxigênio líquido e parafina. Além disso, o estágio superior do HANBIT-Nano tem um motor híbrido de 3 toneladas. “Se o lançamento for bem-sucedido, começaremos a nos preparar para um teste do Hanbit-Nano”, disse Kim Jung-hee, porta-voz da startup. O foguete de testes transportará um sistema de navegação inercial (SISNAV) criado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Força Aérea Brasileira (FAB). A tecnologia utiliza um computador, sensores de movimento e rotação para determinar a posição, orientação e velocidade de um objeto sem um referencial externo. Entretanto, segundo um porta-voz da Innospace, a carga não será liberada no espaço. Segundo Jung-hee, o Brasil ofereceu o Centro de Lançamento de Alcântara para que a startup realizasse seus voos a partir de lá. Em troca, a FAB enviará sua carga útil. Vale lembrar que em maio, a Innospace revelou seus planos realizar até 20 lançamentos a partir do território brasileiro. Desde sua fundação, em 2017, a Innospace já levantou US$ 27,76 milhões de financiamento. Em janeiro, a startup assinou um memorando com o centro espacial norueguês Andøya Space, para também lançar seus foguetes a partir de lá.
Estudante de 8 anos faz descoberta reconhecida pela NASA

Uma criança de apenas 8 anos conhecida por Nicolas Dumont que mora em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, foi reconhecido pela Nasa por descobrir um possível asteroide no sistema solar. O mineiro é filho do astrônomo amador, Gilberto Dumont, diretor do observatório do município. A criança observava imagens capturadas pelos telescópios do International Astronomical Search Collaboration (IASC/NASA Partner) quando identificou uma movimentação atípica de um astro que foi classificado preliminarmente como asteroide. A descoberta foi encaminhada à NASA em 14 de abril. Treze dias depois, o prodígio recebeu o certificado de reconhecimento da agência americana. A partir de agora, os cientistas vão averiguar o corpo celeste para verificar se realmente é um asteroide e por fim traçar a rota dele e, apesar da história de Nicolas ser semelhante à do filme Armageddon, não há indícios de que o corpo celeste possa ameaçar a vida na Terra. A expectativa é que o estudo dure de três a cinco anos. Caso seja realmente categorizado como asteroide, há chances de o “p21tmvg” ser batizado de “Nicolas” ou “Dumont” em homenagem à criança.
Deputados aprovam projeto que cria piso salarial da enfermagem

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (04/05), por 449 votos a 12, a criação do piso salarial de enfermeiros, técnicos de enfermagem e parteiras (PL 2564/20). A proposta deve seguir para sanção presidencial, mas ainda depende de acordo sobre fontes de financiamento. “Conforme assumido com a enfermagem brasileira, não será na semana que vem que este projeto seguirá para sanção presidencial, mas sim tão logo garantirmos o respectivo financiamento”, disse a relatora da proposta, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC). A deputada informou que o piso salarial somente irá à sanção presidencial após a votação da PEC 122/15, do Senado, que proíbe a União de criar despesas aos demais entes federativos sem prever a transferência de recursos para o custeio. Piso aprovado O projeto aprovado pelos deputados define como salário mínimo inicial para os enfermeiros o valor de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados. Nos demais casos, haverá proporcionalidade: 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem; e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras. O texto prevê ainda a atualização monetária anual do piso da categoria com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e assegura a manutenção de salários eventualmente superiores ao valor inicial sugerido, independentemente da jornada de trabalho para a qual o profissional tenha sido contratado. Voto contrário O projeto teve o voto favorável da ampla maioria da Casa. Apenas o Novo declarou voto contrário. O líder do partido, deputado Tiago Mitraud (MG), criticou a proposta por ter alto impacto orçamentário. “Este projeto vai acabar com a saúde brasileira porque vamos ver as santas casas fechando, leitos de saúde fechando e os profissionais que hoje estão aqui lutando pelo piso desempregados porque os municípios não conseguirão pagar esse piso”, afirmou.
Senado confirma Auxílio Brasil em R$ 400 de forma permanente

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta (04/05) a medida provisória que garante de forma permanente o valor mínimo de R$ 400 para as famílias beneficiárias do Auxílio Brasil (MP 1.076/2021). Com o resultado, o Executivo passará a desembolsar cerca de R$ 90 bilhões anuais com o programa. O texto da MP foi modificado pela Câmara dos Deputados e, com isso, segue para sanção presidencial. O Senado não fez novas mudanças. Inicialmente, a proposta do governo federal previa esse piso somente até dezembro de 2022, mas o substitutivo aprovado institui o “benefício extraordinário”, uma espécie de complemento ao valor do Auxílio Brasil de forma permanente. Sem o benefício extraordinário para completar o valor mínimo de R$ 400, o Auxílio Brasil teria um tíquete médio de R$ 224. O senador Roberto Rocha (PTB-MA), que foi o relator da MP no Senado, comemorou a aprovação. Ele lembrou que o Auxílio Brasil substituiu o Bolsa-Família como principal programa de renda do governo federal, e fez uma comparação entre os dois: — O país dá hoje um passo decisivo pela erradicação da extrema pobreza. Ao tornarmos permanente o benefício extraordinário, incluiremos os mais necessitados no orçamento como nunca feito antes. Estamos falando de triplicar o orçamento que o Bolsa-Família tinha — disse Rocha, ao dar parecer favorável à MP. A estimativa é que o governo precise desembolsar R$ 41 bilhões por ano para bancar o complemento do benefício. Só com o volume regular do Auxílio Brasil, o governo gasta cerca de R$ 47,5 bilhões anuais. O senador Jean Paul Prates (PT-RN) declarou voto a favor da proposta, mas fez uma ressalva quanto à comparação com o Bolsa-Família. Para ele, a situação econômica atual do país torna o Auxílio Brasil mais frágil do que o seu antecessor. — O aumento dos beneficiários sequer alcança a quantidade de novos pobres gerados na época da pandemia. A inflação na época da criação do Bolsa Família era de 4% a 5%, agora é de 10% a 12%. O projeto era feito com data para terminar na eleição. Nenhuma preocupação com sensibilidade social espontânea — criticou. Mais informações em Agência Senado.
“Show de Lula” foi bancado com dinheiro público

O showmício pró-Lula da cantora Daniela Mercury durante a comemoração do Dia do Trabalhador (01/05), na Praça Charles Miller, em São Paulo, vai custar R$ 100 mil aos cofres públlicos, segundo o Diário Oficial da prefeitura de São Paulo. Depois da publicação no Diário Oficial, o deputados Gil Diniz (PL-SP) divulgou nas redes sociais que vai solicitar investigação do caso. Vou entrar com mais uma Ação Popular, dessa vez contra a Prefeitura de São Paulo que gastou dinheiro público com Showmício de artista decadente, pior ainda, pagou palanque para o descondenado fazer politicagem. Vou entrar também com Denúncia no MP contra a prefeitura de SP! pic.twitter.com/z0LWENWAUp — Gil Diniz (@carteiroreaca) May 4, 2022 Durante o evento pró-Lula, Daniela Mercury alegou nunca ter recebido dinheiro do governo. “Estou aqui com meu coração […] Quem não votar em Lula vai estar votando contra os pobres, os trabalhadores, os artistas, o país, a Amazônia e tudo o que estamos construindo democraticamente. É Lula, sim.”
Creche de Codó põe crianças para dormirem no chão

Segundo a constituição brasileira, a educação infantil tem a finalidade de desenvolver integralmente a criança de até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.