Policial é preso suspeito de participação em duplo homicídio

PAÇO DO LUMIAR, 22 de abril de 2025 – Um policial militar foi preso na última terça (22), suspeito de envolvimento no assassinato de um casal, ocorrido na madrugada da sexta (18), na cidade de Paço do Lumiar. O caso vem sendo investigado pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP). O policial suspeito é Robson Reggys Ferreira Lopes, soldado da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), atualmente lotado na Banda de Música da corporação. De acordo com a Polícia Civil, o militar estava de folga no momento do crime, mas teria tido participação direta na execução das vítimas. Outro suspeito foi identificado: George Washington, apontado como cúmplice no homicídio. Ele está foragido. A polícia já trabalha para localizá-lo. Imagens de câmeras de segurança mostram que o casal e os suspeitos tiveram um desentendimento em um bar da região. Após o episódio, as vítimas deixaram o local em uma motocicleta e foram seguidas até a Ponte Verde, onde acabaram alvejadas.
Governo Lula cobra definição de deputado sobre ministério

BRASÍLIA, 22 de abril de 2025 – O anúncio do deputado Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA) como futuro ministro das Comunicações parecia resolvido no início de abril. Porém, passados quase 15 dias, o líder do União na Câmara ainda não confirmou se assumirá o cargo — e esse compasso de espera já provoca desconforto no Palácio do Planalto. Interlocutores do presidente Lula (PT) consideram que o impasse extrapola as negociações políticas e classificam a postura do partido como um sinal de desorganização interna. A hesitação de Pedro Lucas, que teria aceitado o convite em reunião com Lula e a ministra Gleisi Hoffmann no Alvorada, reabre discussões sobre o espaço do União Brasil no governo. A nomeação foi anunciada após o então ministro Juscelino Filho — também do União — ter sido denunciado pela PGR por corrupção passiva e outros crimes ligados ao uso de emendas parlamentares. Pedro Lucas surgia como nome de consenso, indicado pelo senador Davi Alcolumbre (AP) e respaldado pela cúpula do partido. No entanto, um dia depois da reunião com Lula, o deputado soltou nota afirmando que ainda precisaria ouvir a bancada antes de aceitar oficialmente. Desde então, Pedro Lucas sinaliza a aliados que deve permanecer na liderança da legenda na Câmara — posto estratégico em ano pré-eleitoral. A indefinição surpreendeu membros do governo, que não foram comunicados formalmente da possível desistência. Nos bastidores, o episódio é tratado como um revés para a articulação política do Planalto, que agora discute alternativas para o comando da pasta. A permanência de Pedro Lucas na liderança também evidencia o valor político do cargo que ocupa. O União Brasil, apesar de integrar a base aliada, tem divergências internas constantes. A legenda, formada da fusão entre DEM e PSL, abriga tanto quadros governistas quanto parlamentares da oposição. Para auxiliares de Lula, a situação abre margem para rediscutir o espaço da legenda na Esplanada.
Lula lidera ações no STF e politiza decisões judiciais

BRASÍLIA, 22 de abril de 2025 – O terceiro mandato de Lula é o que mais acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter medidas de interesse direto do Planalto desde 2003, quando teve início seu primeiro governo. De 2023 até agora, foram 19 ações desse tipo, número que ultrapassa os 17 processos da gestão inteira de Jair Bolsonaro e também as administrações somadas de Dilma Rousseff e Michel Temer. Para especialistas ouvidos pelo Estadão, a prática revela uma nova dinâmica na relação entre os Poderes, marcada pelo enfraquecimento do Executivo, o fortalecimento do Legislativo e o protagonismo crescente do Supremo nos últimos anos. Nesse novo arranjo político, apontam, Lula tem recorrido com cada vez mais frequência à Corte como alternativa para enfrentar embates com o Congresso e com os Estados. O levantamento, feito a partir de 2003 com base nos dados da plataforma Corte Aberta, considerou as ações em que o STF analisa, de forma direta e definitiva, se uma lei ou norma fere a Constituição — o chamado controle concentrado de constitucionalidade — além de outros processos movidos pela União envolvendo disputas de competência com Estados. Na prática, isso significa que o governo Lula, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), foi ao Supremo questionar medidas aprovadas pelo Congresso, adotadas por gestões anteriores ou editadas por governos estaduais, com o objetivo de reverter decisões que considera inconstitucionais ou prejudiciais à sua agenda. A AGU é o órgão responsável por representar os interesses do governo federal no Judiciário. Em 2023, por exemplo, no campo do desarmamento, o governo federal questionou no STF leis estaduais que facilitaram o porte de armas, como a norma do Paraná que reconhecia a atividade dos CACs como de risco. A AGU argumentou que legislar sobre a política de armamento é uma atribuição exclusiva da União, em uma estratégia adotada como reação à flexibilização promovida durante a gestão Bolsonaro nesse tema.
Juiz condena Governo e Prefeitura por remoção no Olho D’Água

MARANHÃO, 22 de abril de 2025 – Em decisão proferida nesta terça (22), a Justiça determinou que a Prefeitura de São Luís localize as famílias removidas da Vila Balneária Jardim Paulista, no bairro Olho D’Água, e providencie aluguel social. Os moradores foram desalojados em 17 de agosto de 2021, durante uma desocupação que, à época, parecia bem planejada — ao menos no uso da força. Além do auxílio financeiro, a Prefeitura deverá garantir a inserção prioritária dessas famílias em programas habitacionais. A Defensoria Pública apontou que 250 famílias, em situação de vulnerabilidade, foram removidas à força, sem qualquer alternativa habitacional. O caso corre na 10ª Vara Cível de São Luís. A mesma decisão impede o Estado do Maranhão de realizar novas reintegrações de posse em ocupações coletivas iniciadas após a pandemia sem, veja só, um plano. Segundo a sentença, o governo estadual terá que apresentar alternativas de abrigamento digno antes de ordenar que famílias desocupem imóveis. Para os gestores públicos maranhenses, a obrigação de planejar antes de executar uma remoção forçada pode soar como novidade. Mas, aparentemente, é isso que a Constituição exige há algumas décadas. A sentença, assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, estipula prazo de seis meses para que Estado e Município apresentem um plano de ação. O documento deve detalhar como as autoridades tratarão casos futuros de desocupações coletivas. O plano precisa incluir atendimento social, psicológico, habitacional, de saúde e de educação. Crianças, adolescentes e idosos também devem receber assistência. Espera-se, inclusive, que alguém saiba onde estão essas famílias, três anos após o despejo. De acordo com a Defensoria Pública, vídeos e imagens mostram crianças dormindo sobre folhas de palmeira, em condições precárias, após a remoção. Para o juiz, a conduta do Estado e do Município feriu o princípio da dignidade humana. O Maranhão terá que pagar R$ 200 mil por danos morais coletivos ao Fundo Estadual de Direitos Difusos e multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento.
PRF contabiliza 3 mortes em rodovias do MA durante feriadão

MARANHÃO, 22 de abril de 2025 – A Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA) contabilizou três mortes em acidentes nas rodovias estaduais e federais durante o feriadão prolongado. Os dados divulgados nesta terça (22) mostram que o fluxo intenso de veículos resultou em 14 acidentes nas rodovias, sendo oito graves, com 16 feridos. Além disso, as equipes aplicaram 3.501 multas por infrações de trânsito. O primeiro óbito ocorreu na quinta (17), na BR-316, em Bom Jardim, quando uma caminhonete capotou, matando o motorista de 46 anos. Dois dias depois, na BR-135, em Dom Pedro, uma colisão frontal causou a morte de um condutor de 41 anos após invasão de contramão.
Morre adolescente intoxicada após consumir ovo de Páscoa

IMPERATRIZ, 22 de abril de 2025 – A adolescente Evely Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, morreu às 12h desta terça (22), no Hospital Municipal de Imperatriz. Ela estava internada na UTI desde o último dia 16, após apresentar quadro grave de intoxicação. Segundo o boletim médico, Evely faleceu em decorrência de choque vascular refratário, associado a falência múltipla de órgãos. A equipe do hospital informou que todas as medidas terapêuticas foram adotadas conforme os protocolos estabelecidos, mas a paciente apresentou rápida deterioração clínica, sem resposta ao tratamento. A morte da adolescente é a segunda registrada no caso que envolve o consumo de um ovo de Páscoa supostamente envenenado. O irmão de Evely, Luís Fernando Rocha Silva, de sete anos, morreu no dia 18 de abril. A mãe das crianças, Mirian Lira Rocha, de 32 anos, permanece internada, mas apresenta evolução clínica. INVESTIGAÇÃO APONTA MOTIVAÇÃO PASSIONAL A Polícia Civil do Maranhão segue investigando o caso como envenenamento. A principal suspeita é Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, ex-companheira do atual namorado de Mirian. Ela foi presa e transferida no último domingo (20) para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina de São Luís. Segundo a polícia, Jordélia teria comprado o ovo de Páscoa em um supermercado de Imperatriz e enviado o presente à casa da vítima por meio de um motoboy, utilizando peruca e óculos escuros para dificultar a identificação. Na embalagem havia um bilhete: “Com amor, para Mirian Lira. Feliz Páscoa”. A polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais sobre o conteúdo do ovo e o exame cadavérico de Luís Fernando para confirmar a presença de substâncias tóxicas. Até o momento, há indícios de uso de “chumbinho”, um tipo de veneno altamente tóxico, encontrado entre os materiais apreendidos com Jordélia.
Maranhão mantém posição preocupante em ranking da pobreza

MARANHÃO, 22 de abril de 2025 – O Maranhão segue entre os estados com os piores indicadores de pobreza no país, ocupando a penúltima colocação no ranking nacional divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Com 7,84% dos domicílios abaixo da linha da pobreza, o estado perde apenas para o Acre (8,88%) – um desempenho que reforça seu histórico de desafios socioeconômicos.
Maranhão fica entre os últimos em rampas para cadeirantes

BRASIL, 22 de abril de 2025 – Apesar de ser uma estrutura básica para a circulação de pedestres, a calçada sem obstáculos só é uma realidade para um quinto dos moradores de áreas urbanas do Brasil. Ao menos em 2022 essa era a situação para 32,8 milhões de moradores, cerca de 18,8% do total nesses locais, segundo dados do Censo Demográfico divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na definição do instituto, uma calçada precisa ser um espaço disponível para a circulação de ao menos um pedestre, com 80 centímetros de largura, e separado da área destinada à circulação de veículos. Os obstáculos incluem qualquer coisa que impeça ou dificulte o trânsito das pessoas, como árvores, arbustos, galhos, caixas de correio, postes de iluminação, sinalização mal posicionada, buracos, desníveis e entradas de estacionamento irregulares. Com ou sem obstáculos, os moradores servidos de calçada em 2022 eram, segundo o IBGE, 146,4 milhões. Os dados divulgados nesta quinta-feira (17) consideram 174.162.485 moradores —85,75% da população total do Brasil— distribuídos em 63.104.296 domicílios em áreas urbanizadas e locais com concentração de estruturas, edificações, equipamentos urbanos e sistema viário que indicassem superfícies não agropecuárias. A unidade de investigação é a face de quadra, aquela que fica à frente do domicílio, do mesmo lado da rua. Considerando as calçadas sem obstáculos, a menor proporção de moradores atendidos está no Maranhão (4,7%), e a maior, no Rio Grande do Sul (28,7%). Já no recorte de concentrações urbanas —um único município ou arranjos populacionais que tenham mais de 100 mil habitantes, como regiões metropolitanas—, os menores percentuais estão em Bacabal (MA) e Vitória de Santo Antão (PE), ambos com aproximadamente 1%, e Caxias (MA), com 1,8%. As melhores marcas estavam em Barretos (SP), com 62,1%, Apucarana (PR), com 59,6% e Araçatuba (SP), com 56,6%. De acordo com um instituto, o quesito mostra que as regiões Norte e Nordeste reúnem as piores proporções, e Sul e Sudeste, as melhores. Unidade mais populosa da federação, o estado de São Paulo tem um em cada quatro moradores morando em locais com calçadas livres, segundo a definição do Censo. Se observada somente a existência de calçadas, o Distrito Federal lidera com 92,9% de seus moradores de áreas urbanizadas servidos por essas estruturas. Na outra ponta está pouco mais da metade (57,1%) da população do Amapá.