Brasil segue em segundo no ranking mundial de juros reais

Brasil juros

MUNDO, 19 de março de 2026 – O Brasil permanece na segunda posição do ranking mundial de juros reais. A taxa real brasileira passou de 9,23% em janeiro para 9,51% ao ano em março. O índice considera a inflação projetada para os próximos 12 meses. A Turquia ocupa a liderança da lista, com juros reais de 10,38% ao ano. Os dados são do levantamento realizado pelo Portal MoneYou e pela Lev Intelligence, que analisa 40 economias. A taxa média dos países pesquisados é de 2,18% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic nesta quarta (18). O órgão cortou a taxa básica de 15% para 14,75% ao ano, uma diminuição de 0,25 ponto percentual. Apesar do ajuste, a posição do Brasil no ranking permaneceu inalterada. O Brasil apresenta juros reais superiores aos de outras grandes economias. A Rússia registra taxa real de 9,41%, mesma marca da Argentina. O México, por sua vez, aparece com 5,39% ao ano. Em termos nominais, a taxa brasileira ocupa a quarta colocação mundial, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (15,5%).

Nunes Marques assume relatoria de caso do salário de Braide

Nunes Marques

BRASÍLIA, 19 de março de 2026 – O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do recurso extraordinário que discute o aumento salarial do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). A designação ocorreu na tarde desta terça (17). O caso envolve a lei que elevou o subsídio do chefe do Executivo municipal de R$ 25 mil para R$ 38 mil. Antes de chegar ao STF, o recurso foi submetido ao juízo de admissibilidade do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Fachin determinou a distribuição do processo na última segunda (16), dando sequência à tramitação do caso na instância superior. O processo foi protocolado no dia 4 deste mês e autuado no dia seguinte, sob o número RE 1592884. A informação sobre a tramitação foi revelada na semana passada pelo blog de Isaías Rocha, detalhando o andamento inicial do recurso na Corte.

TCU arquiva denúncia sobre transparência de ministros do STF

TCU STF

BRASÍLIA, 19 de março de 2026 – O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou denúncia sobre falta de transparência em gastos com viagens de ministros do Supremo Tribunal Federal. A decisão ocorreu de forma unânime, após análise do caso motivado por pedido via Lei de Acesso à Informação feito por um professor sobre dados de deslocamentos a Portugal em 2025. Segundo a denúncia, o portal de transparência do STF deixou de atualizar informações sobre diárias e passagens a partir de abril daquele ano. O caso foi levado ao TCU para apuração de possível omissão na divulgação dos dados relacionados às viagens oficiais. O relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues, afirmou que não identificou má-fé na ausência de atualização das informações. Dessa forma, o TCU encerrou a análise sem aplicação de sanções ou outras medidas punitivas.

Amiga de Lulinha recebeu milhões de empresário do Maranhão

Empresário Lulinha

MARANHÃO, 19 de março de 2026 – A empresa de consultoria de Roberta Luchsinger recebeu R$ 4,1 milhões de empresas vinculadas a um empresário do Maranhão investigado por fraudes em licitações, segundo relatório do Coaf. Os repasses ocorreram no Brasil, em período não detalhado, e envolveram relações comerciais apontadas como prestação de serviços privados. O caso ganhou atenção por envolver ligação pessoal com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. De acordo com a defesa de Roberta, os valores recebidos resultam de atividades profissionais legítimas e não possuem relação com investigações envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social. Além disso, os advogados afirmaram que não há vínculo entre os pagamentos e possíveis irregularidades apontadas pelas autoridades. Os advogados destacaram que as transferências mencionadas não têm conexão com os fatos apurados e criticaram a exposição pública das movimentações financeiras. No entanto, a defesa não detalhou quais serviços foram prestados pela consultoria, mantendo a justificativa genérica sobre a natureza dos contratos. Por outro lado, a defesa de Lulinha declarou que a investigação conduzida pela Polícia Federal se caracteriza como uma “pesca probatória”. Segundo os representantes, a apuração não tem relação direta com os autos principais e envolve elementos considerados desconectados do caso.

Suplentes assumirão após cassações de Josimar de Pastor Gil

suplentes PL

BRASÍLIA, 19 de março de 2026 – A condenação dos deputados federais Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil pelo Supremo Tribunal Federal, na terça (17), provocará mudanças na bancada do PL na Câmara dos Deputados. A decisão inclui inelegibilidade e suspensão dos direitos políticos dos parlamentares. Com isso, após o trânsito em julgado, os dois deputados perderão os mandatos. Dessa forma, a substituição ocorrerá de maneira definitiva, conforme previsto na legislação eleitoral e nas regras da Câmara dos Deputados.

Brandão supera Lula em aprovação no MA, diz pesquisa Quaest

Brandão Lula

MARANHÃO, 19 de março de 2026 – A Quaest, contratada pela TV Mirante, divulgou pesquisa que aponta maior aprovação do governo de Carlos Brandão em comparação ao governo Lula no Maranhão. O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 16 de março, com 900 eleitores, margem de erro de três pontos percentuais e 95% de confiança. De acordo com os dados, a gestão estadual tem aprovação de 64% dos entrevistados, enquanto 25% desaprovam e 11% não souberam ou não responderam. Já o governo federal registra aprovação de 62%, com 36% de desaprovação e 2% de indecisos. Além da avaliação administrativa, a pesquisa também mediu a percepção sobre a sucessão estadual. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados consideram que Carlos Brandão merece eleger seu sucessor, enquanto 33% discordam e 10% não opinaram.

Deputados querem que Lula demita Paulo Gonet por omissão

Deputados Gonet

BRASÍLIA, 19 de março de 2026 – Os deputados federais Caroline De Toni (PL-SC) e Gustavo Gayer (PL-GO) entregaram, nesta quarta (18), um ofício ao presidente Lula pedindo a exoneração do procurador-geral da República, Paulo Gonet. No documento, os parlamentares alegam que o chefe do Ministério Público Federal tem se omitido em relação a investigações que envolvem o Banco Master e a denúncias contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A solicitação se baseia no artigo 128 da Constituição, que permite ao presidente solicitar ao Senado a demissão do procurador-geral, desde que haja aprovação da maioria absoluta dos senadores. Os deputados argumentam que a omissão de Gonet se caracteriza por sua inércia diante de fatos que exigiriam providências. “A recusa funcional não se manifesta apenas de forma expressa, podendo também ocorrer por meio de omissão, procrastinação injustificada ou atuação institucional incompatível com o dever constitucional de defesa da ordem jurídica”, afirmam os parlamentares no ofício encaminhado a Lula. Desde a redemocratização, não há registro de demissão de um ocupante do cargo de procurador-geral da República.

Mais de 100 juízes foram punidos com aposentadoria em 20 anos

Juízes aposentadoria

BRASÍLIA, 19 de março de 2026 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino proibiu, em decisão monocrática, a aplicação da aposentadoria compulsória como punição a magistrados em casos graves. A determinação no mesmo dia em que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que 126 juízes foram alvo dessa sanção desde 2006. A partir de agora, a principal penalidade administrativa passa a ser a perda do cargo, com a consequente suspensão integral do salário. A nova regra vale para juízes e ministros de todos os tribunais do país, com exceção dos próprios ministros do Supremo Tribunal Federal. Até então, a aposentadoria compulsória era considerada a pena máxima no âmbito administrativo, afastando o magistrado de suas funções, mas garantindo o pagamento de um salário proporcional ao tempo de serviço. Dessa forma, a sanção era alvo de críticas por permitir que juízes condenados por faltas graves continuassem a receber remuneração dos cofres públicos. Há registros de casos que envolvem desde venda de sentenças e favorecimento de familiares até atuação política e ligação com grupos criminosos.

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