Intervenção na FMF pode ter nova eleição em até 75 dias

FMF Eleições

SÃO LUÍS, 26 de maio de 2026 — A Justiça propôs, nesta terça (26), durante audiência de conciliação na Vara de Interesses Difusos e Coletivos, no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, um acordo que pode encerrar a intervenção na Federação Maranhense de Futebol (FMF) e permitir a realização de novas eleições em até 75 dias. O encontro terminou sem acordo definitivo e com previsão de uma nova audiência ainda sem data marcada. A audiência foi conduzida pelo juiz Douglas de Melo Martins e contou com a participação da interventora da entidade e das promotoras do Ministério Público do Maranhão, além de representantes da defesa e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que participaram de forma remota. O magistrado criticou a falta de diálogo entre as partes desde tentativas anteriores de conciliação. Durante a sessão, o juiz apresentou uma proposta que prevê a redução de multa por danos morais coletivos de cerca de R$ 2 milhões para R$ 50 mil. A medida inclui a antecipação do encerramento dos mandatos da atual gestão da FMF, o que abriria caminho para novas eleições. Segundo a proposta, caso haja acordo entre as partes, a Federação Maranhense de Futebol poderá realizar eleição em até 75 dias. A Justiça também estabeleceu prazos de dez dias para manifestação do Ministério Público, da defesa dos dirigentes e da CBF, além da possibilidade de posicionamento dos clubes maranhenses. Após as manifestações, o juiz deverá marcar uma nova audiência de conciliação. Mesmo em caso de consenso, o eventual acordo precisará ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino, que decidirá sobre a homologação. Somente após essa etapa poderá ser autorizada a eleição. A intervenção na FMF foi determinada em 4 de agosto de 2025, com o afastamento da diretoria da entidade e do Instituto Maranhense de Futebol, após ação do Ministério Público do Maranhão que apontou irregularidades administrativas, financeiras e falta de transparência. Ao todo, 17 dirigentes foram denunciados no processo. Desde a decisão, uma junta administrativa passou a comandar provisoriamente a federação, enquanto o processo segue em andamento na Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

CNJ aprova contracheque único para remuneração juízes

CONTRACHEQUE Tesourada

BRASÍLIA, 26 de maio de 2026 — O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça (26), por unanimidade, uma resolução que institui o contracheque (holerite) único para remuneração dos juízes de todo o país. A medida é uma das adequações à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os “penduricalhos”. Na ocasião, a Corte limitou o pagamento de verbas indenizatórias a magistrados e integrantes do Ministério Público. O texto foi apresentado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, mas foi construído de forma conjunta pelos conselheiros. Conforme a resolução, o contracheque único deverá consolidar todas as rubricas de natureza remuneratória e indenizatória recebidas pelos magistrados no mês. A resolução também busca padronizar de forma nacional as rubricas de pagamento. De acordo com Fachin, as atuais cerca de 500 nomenclaturas de rubricas remuneratórias serão substituídas por uma tabela unificada. A regulamentação das rubricas que deverão constar no contracheque, porém, ficará para um outro momento. Isso porque a resolução estabelece que essa definição será feita por meio de instrução normativa do CNJ depois da conclusão dos julgamentos sobre os penduricalhos no STF. A decisão do STF nos processos sobre penduricalhos foi tomada em março, mas entidades da magistratura e do Ministério Público apresentaram recursos que ainda estão pendentes de julgamento. Os valores a serem listados no contracheque devem corresponder ao que for efetivamente creditado na conta bancária do magistrado. A proposta proíbe a emissão de documentos parciais ou complementares que registrem pagamentos realizados em separado. Outro ponto da resolução do CNJ prevê a possibilidade de atuação direta da Corregedoria Nacional de Justiça para requisitar informações, acessar sistemas, suspender pagamentos realizados em desconformidade e instaurar procedimentos de controle administrativo. Os órgãos do Poder Judiciário deverão adequar seus sistemas de gestão de pessoal e folha no primeiro pagamento após o prazo de 60 dias contados da data da publicação da resolução. Continue lendo…

Xandão quer incluir Jair e Flávio Bolsonaro em inquérito

Xandão bolsonaro

BRASÍLIA, 26 de maio de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro em um inquérito já em andamento. A investigação atual apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O prazo para a PGR responder é de cinco dias. A decisão atende a um pedido do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolado na segunda (18). O parlamentar solicitou a ampliação dos alvos da investigação. Moraes, então, encaminhou o pedido à PGR para análise. No documento encaminhado à PGR, Moraes mencionou a possível ligação entre o financiamento do filme “Dark Horse” e valores negociados por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ministro apontou que o dinheiro pode ter sido usado para a campanha de sanções contra autoridades brasileiras. Além disso, o montante também teria financiado a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro. Outras possíveis finalidades incluem restrições de vistos, tarifas contra setores produtivos nacionais e a tentativa de coação no processo que busca anistia a Jair Bolsonaro. Lindbergh Farias argumentou na petição que há “fortes indícios” de que os recursos do filme podem ter sido usados para custear a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro. O deputado sustenta que o objetivo seria reconstruir a imagem política do ex-presidente. Outra finalidade apontada é pressionar por anistia aos envolvidos na chamada “trama golpista”. A petição afirma que a inclusão de Jair Bolsonaro se justifica, ao menos inicialmente, por ele ser beneficiário direto ou indireto dos fatos. O parlamentar também sustenta que o mesmo núcleo familiar e político estaria envolvido na ofensiva internacional. CONDENAÇÃO PEDIDA PELA PGR NA SEMANA PASSADA Na última semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu a condenação de Eduardo Bolsonaro no Inquérito nº 4.995. A acusação aponta que o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para impor sanções a autoridades brasileiras. Ele também teria pressionado pela aplicação de tarifas contra o Brasil. O pedido de Lindbergh, portanto, busca ampliar o escopo dessa mesma investigação. O deputado quer incluir fatos recentes relacionados ao filme “Dark Horse”. A petição protocolada por Lindbergh também pede medidas cautelares específicas contra Flávio Bolsonaro. Entre elas estão a apreensão do passaporte e a proibição de deixar o país sem autorização judicial. O deputado solicita ainda veto ao contato com Daniel Vorcaro e outros investigados. Bloqueio de bens e valores ligados ao caso também foi requerido. O documento pede ainda o compartilhamento de provas entre investigações sobre o Banco Master. Áudios, mensagens, contratos e movimentações financeiras devem ser integrados ao inquérito. RASTREAMENTO FINANCEIRO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL A Polícia Federal deveria produzir um relatório para cruzar possíveis fraudes do Banco Master com os fatos investigados, conforme a petição. O parlamentar sugere o envio de ofícios ao Coaf, ao Banco Central, à Receita Federal e à CVM. O objetivo é identificar fluxos de dinheiro ligados aos investigados e ao filme. A petição também pede cooperação internacional aos Estados Unidos. Registros bancários, contratos, atividades de lobby e remessas relacionadas ao filme seriam obtidos dessa forma. A investigação precisa responder “para onde foi o dinheiro”, segundo Lindbergh. Reportagens publicadas em maio de 2026 revelaram negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Os valores discutidos para financiar o longa variariam entre US$ 24 milhões e US$ 26,8 milhões. A petição lista os crimes que devem ser apurados: lavagem de dinheiro, caixa dois, propaganda eleitoral disfarçada, organização criminosa e atentado à soberania nacional. O documento questiona ainda se houve uso dos recursos para lobby, comunicação política, viagens e interlocução com autoridades estrangeiras.

TRE-MA barra propaganda eleitoral antecipada de Braide

TRE-MA Braide

MARANHÃO, 26 de maio de 2026 — O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) determinou, nesta terça (26), a remoção de uma publicação no Instagram do pré-candidato Eduardo Braide por configuração de propaganda eleitoral antecipada. A decisão liminar, assinada pelo desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim, atende a pedido do MDB em representação que pede a exclusão do conteúdo em até 24 horas. O processo aponta irregularidades em evento realizado na Praça Zeca Penha, em Paulino Neves. Segundo a decisão, a ação teve características de comício, com palco, som e convocação pública, o que é proibido antes do início oficial da campanha, previsto para 16 de agosto. O caso envolve o uso de chamadas “palavras mágicas”, expressão usada na análise do tribunal. De acordo com o entendimento do TRE-MA, embora não tenha havido pedido explícito de voto, falas atribuídas a participantes e ao próprio Eduardo Braide foram interpretadas como equivalentes a pedido de sufrágio. Entre os trechos citados, há menções a “próximo governador” e a compromissos futuros em eventual gestão estadual. A decisão também destaca que a manutenção do vídeo nas redes sociais pode comprometer a “paridade de armas” entre pré-candidatos. Por isso, o desembargador determinou a retirada imediata do conteúdo e proibiu nova publicação do material por Eduardo Braide e Raimundo de Oliveira Filho. Além da remoção, foi fixada multa de R$ 1 mil por cada descumprimento ou repetição da conduta. Os citados foram notificados e têm prazo de dois dias para apresentar defesa. Após isso, o caso será encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral.

Penha cobra convocação de secretárias de Saúde e Transporte

Penha secretárias

SÃO LUÍS, 26 de maio de 2026 — O vereador Raimundo Penha cobrou, nesta terça (26), durante sessão plenária na Câmara Municipal de São Luís, a convocação das secretárias municipais de Saúde e de Trânsito e Transporte. Segundo o parlamentar, os requerimentos já foram aprovados pela Casa, mas as gestoras ainda não compareceram ao Legislativo para prestar esclarecimentos sobre as áreas. O vereador afirmou que a falta de diálogo prejudica o acompanhamento das ações do município. Raimundo Penha declarou que a secretária municipal de Trânsito e Transporte assumiu a pasta durante uma crise no sistema de ônibus da capital, mas ainda não apresentou informações ao Parlamento. Além disso, o vereador afirmou que diversos bairros enfrentam problemas no serviço de transporte, incluindo a suspensão de linhas e dificuldades para mudanças em paradas de ônibus. FALTA DE DIÁLOGO Durante o discurso, o parlamentar pediu que a presidência da Câmara comunique oficialmente a prefeita Esmênia sobre a ausência das secretárias nas sessões convocadas. Conforme Raimundo Penha, o diálogo entre Executivo e Legislativo depende do respeito às prerrogativas parlamentares. Ele também afirmou que não abrirá mão da fiscalização sobre os serviços públicos. O vereador mencionou questionamentos feitos pela imprensa sobre um contrato da Secretaria Municipal de Saúde para compra de papel, no valor superior a R$ 600 mil. Inclusive, disse esperar esclarecimentos sobre a contratação. No entanto, reforçou que a principal cobrança envolve a presença da secretária da pasta na Câmara Municipal. ENTENDA MAIS CLICANDO AQUI Raimundo Penha também afirmou que moradores de bairros como Camboa dos Frades e Parque dos Sabiás enfrentam dificuldades relacionadas ao transporte público. Segundo ele, linhas de ônibus deixaram de circular e pedidos simples, como a mudança de uma parada de ônibus, seguem sem solução há meses.

Pacientes com fibromialgia enfrentam espera por consultas

Pacientes policlínica

MARANHÃO, 26 de maio de 2026 — Pacientes com fibromialgia enfrentam dificuldades para conseguir atendimento na Policlínica do Coroadinho, em São Luís. Desde janeiro, usuários tentam retornar às consultas com especialistas, mas encontram falta de médicos reumatologistas e neurologistas na unidade. Sem receitas atualizadas para medicamentos controlados, muitos recorrem às emergências para aliviar as dores provocadas pela doença. Segundo denúncias de uma paciente, ela precisou buscar atendimento emergencial diversas vezes por causa da ausência de consultas regulares e receitas e exames já perderam a validade devido à demora no retorno médico. Além disso, pacientes relatam dificuldades para renovar medicamentos essenciais ao tratamento da fibromialgia, o que tem agravado o quadro de quem depende do acompanhamento contínuo. FALTA DE ESPECIALISTAS A Policlínica do Coroadinho mantém um ambulatório de referência para diagnóstico e tratamento da fibromialgia. No entanto, parte da equipe médica está incompleta. O especialista em dor disponível na unidade atende apenas 15 pacientes por turno, quantidade considerada insuficiente diante da demanda registrada no local. Segundo os pacientes, os contratos dos médicos que atuavam anteriormente não foram renovados. Inclusive, o laboratório responsável pelos exames está sem funcionar por causa de obras na estrutura. Com isso, usuários que procuram atendimento entram em uma lista de espera sem previsão de agendamento. Pacientes do interior do Maranhão também relatam prejuízos com os deslocamentos até São Luís. Muitos viajam longas distâncias e retornam sem atendimento ou sem conseguir receitas médicas. Conforme os relatos, a ausência de especialistas tem causado dificuldades no acompanhamento da fibromialgia e no acesso aos medicamentos. FILA SEM PREVISÃO A direção da Policlínica do Coroadinho confirmou que não existe previsão para a chegada de novos profissionais. Ainda segundo a direção, os agendamentos dependem do DISP Saúde, inclusive nos casos de pacientes que tiveram consultas canceladas anteriormente. Sem condições de pagar consultas particulares, parte dos pacientes afirma depender exclusivamente do atendimento público. Eles também destacam o alto custo dos medicamentos usados no tratamento da fibromialgia, que, segundo os relatos, dificulta ainda mais a continuidade do acompanhamento médico. O Governo do Maranhão ainda não se pronunciou sobre a falta de médicos na Policlínica do Coroadinho.

Atlas da Violência aponta alta de homicídios no Maranhão

ATLAS Maranhão

MARANHÃO, 26 de maio de 2026 — O Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apontou que o Maranhão registrou taxa de 26,1 homicídios por 100 mil habitantes entre 2023 e 2024. O índice ficou acima da média nacional, que foi de 20,1 casos por 100 mil habitantes. Além disso, o levantamento mostrou aumento de 7,8% nos registros do estado no período, colocando o Maranhão entre os cinco estados com maior crescimento nessa taxa. Os dados do Atlas da Violência também indicaram aumento nos homicídios cometidos com arma de fogo. Enquanto o Brasil apresentou redução de 9% nesse tipo de crime, o Maranhão registrou crescimento de 7,5%. HOMICÍDIOS ENTRE JOVENS CRESCERAM Os homicídios de jovens aumentaram 8,6% no estado, na contramão da média nacional, que teve queda de 9,4%. Ao todo, foram contabilizadas 986 vítimas jovens entre 2023 e 2024. O levantamento ainda revelou que, no acumulado entre 2019 e 2024, o Maranhão apresentou aumento de 23,1% nos homicídios de jovens. Dessa forma, o estado manteve tendência de crescimento nesse indicador ao longo dos últimos cinco anos. O relatório destacou que os dados acompanham a elevação registrada em diferentes modalidades de homicídios no território maranhense. Imperatriz, inclusive, apareceu entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes consideradas mais violentas do país. Segundo o Atlas da Violência, a cidade registrou taxa de 51,9 homicídios por 100 mil habitantes. A cidade figura entre os locais com maiores índices de violência letal no levantamento divulgado pelo Ipea. Na contramão dos dados estaduais, São Luís foi apontada como o maior exemplo de redução de homicídios em dez anos entre as capitais analisadas. Conforme o estudo, a capital maranhense registrou queda de 74,8% no índice ao longo da última década. O Atlas destacou a redução como um dos principais resultados observados no período. O Governo do Maranhão ainda não se pronunciou sobre os dados do Atlas da Violência

PF desmonta mais um esquema de fraude ao INSS no Maranhão

PF Operação

MARANHÃO, 26 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF), em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (Coinp), deflagrou nesta terça (26) a Operação Paredão para desarticular um esquema de fraude contra o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Maranhão, com ações em São Luís e Vitorino Freire. Foram cumpridos sete mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, no âmbito da Operação Paredão da PF. A Justiça determinou o sequestro de bens e valores superiores a R$ 1 milhão e a suspensão de benefícios ligados ao esquema investigado pela Operação Paredão. Segundo a PF, o grupo inseria documentos falsos, alterava dados cadastrais e modificava locais de pagamento para viabilizar a concessão e manutenção indevida de benefícios do INSS. Durante as investigações da Operação Paredão, com apoio do Banco do Brasil, foram identificados benefícios com indícios de fraude que eram sacados por integrantes do grupo criminoso. Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato majorado, falsidade ideológica e uso de documento falso.

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